MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Farmaindustria, Fina Lladós, adiantou nesta quinta-feira que a associação está preparando alegações propositivas ao projeto de lei da Lei de Medicamentos e Dispositivos Médicos com o objetivo de promover o conceito de autonomia estratégica aberta e garantir que a futura lei "também ajude a melhorar o acesso à inovação terapêutica, simplificando procedimentos, especificando prazos e facilitando a contratação pública de forma eficaz e pragmática".
Foi o que disse Lladós durante a Assembleia Geral Ordinária da associação, realizada nesta quinta-feira em Madri, onde foram aprovados o Relatório Anual de atividades da organização, as contas para 2024 e o orçamento para 2025.
O presidente da Farmaindustria destacou a oportunidade que a aprovação, em dezembro passado, da Estratégia da Indústria Farmacêutica 2024-2028 representa para o setor. "Esse plano coloca essa indústria como um dos setores estratégicos em que se deve focar para melhorar o futuro do país", destacou.
Lladós destacou que essa Estratégia é um marco muito favorável, embora o importante, ressaltou, será como ela será desenvolvida nas medidas legislativas, que são o que determinará o valor desse plano.
"Temos diante de nós a oportunidade de transformar nosso sistema de saúde e prepará-lo para os próximos 20 anos, com um maior investimento em saúde, um compromisso com a inovação biofarmacêutica, novas tecnologias e a produção de medicamentos na Europa e na Espanha e, ao mesmo tempo, garantir que a sociedade espanhola tenha os melhores tratamentos inovadores ao seu alcance e em tempo hábil", disse ele.
Sobre esse ponto, ele deu o exemplo do projeto de Lei de Medicamentos e Produtos de Saúde: "Esse é um dos exemplos de oportunidades de transformação de longo prazo que devem ser debatidas e integradas ao Comitê de Monitoramento Conjunto da Estratégia, composto pela Administração e pelos agentes do setor", disse ele.
CENÁRIO DE OPORTUNIDADES
Lladós também ressaltou que o atual contexto de incerteza geopolítica internacional também abre um cenário de oportunidades para o setor farmacêutico. "Nossa indústria já foi designada, tanto na Espanha quanto na Europa, como um dos quatro setores industriais estratégicos, juntamente com os setores de energia, alimentos e tecnologias digitais. Portanto, o momento atual é único para que a Espanha e a Europa recuperem o terreno perdido em competitividade em comparação com outras regiões do mundo e fortaleçam seu papel como um centro global de P&D e produção, garantindo a força estratégica e motriz do setor farmacêutico", explicou.
Nesse sentido, ele lembrou que a indústria farmacêutica na Espanha tem mais de 100 fábricas que produzem medicamentos para uso humano - 70% delas fabricam medicamentos de marca -, o que torna a Espanha "um dos países europeus com maior potencial de produção em um momento em que os medicamentos provaram ser um ativo estratégico e seguro para os países". E no campo da pesquisa: "Temos a oportunidade única de fazer da Espanha um líder mundial em inovação biomédica, incluindo pesquisa básica, pré-clínica, translacional e clínica", concluiu.
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