Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - A presidente da Farmaindustria, Fina Lladós, indicou que o decreto real sobre Avaliação de Tecnologias Sanitárias que está sendo elaborado pelo Ministério da Saúde representa uma oportunidade para a Espanha liderar a avaliação sanitária, e espera que permita implementar um sistema único a nível nacional.
“Confiamos, além disso, que o decreto real nos sirva para ter uma avaliação única a nível nacional, que esta também é uma oportunidade, e assim também minimizemos as avaliações posteriores nas comunidades autónomas e ganhemos em agilidade e rapidez”, destacou Lladós.
Além disso, a presidente da Farmaindustria lembrou que há um ano entrou em vigor o novo Regulamento Europeu de Avaliação de Tecnologias da Saúde, algo que considera “um ponto de inflexão”, bem como uma nova oportunidade para melhorar o funcionamento do sistema de saúde.
“Passou um ano desde que começaram a ser implementadas as novas avaliações de medicamentos oncológicos e terapias avançadas e, até hoje, há 13 avaliações em andamento e podemos falar positivamente com os olhos postos no seu funcionamento contínuo, que nos permite continuar aprendendo”, acrescentou.
Em seguida, a presidente da Farmaindustria destacou os benefícios da inteligência artificial no setor farmacêutico, ao permitir, entre outros aspectos, a busca por novas moléculas e uma maior precisão no desenvolvimento de tratamentos, o que aumenta as probabilidades de encontrar soluções para patologias que até agora careciam delas. “Somos mais precisos e os modelos que temos nos permitem fazer uma ciência melhor e avançar mais rapidamente”, acrescentou Lladós.
Por sua vez, o diretor-geral da Cartera Común de Servicios del SNS y Farmacia (Carteira Comum de Serviços do SNS e Farmácia), César Hernández, alertou que serão necessários recursos para que o real decreto de Avaliação de Tecnologias Sanitárias funcione corretamente e facilite a tomada de decisões. “Sem recursos, será impossível fazê-lo. Ninguém pode fazer coisas sofisticadas com dois palitos. Como sociedade e como governo, devemos dotar-nos das estruturas necessárias para que essa peça da engrenagem funcione”, alertou Hernández durante a jornada “O momento de decidir juntos: transformar a avaliação para acelerar a inovação que salva vidas”, organizada pela Farmaindustria.
Para Hernández, o resultado final não é conseguir uma Avaliação de Tecnologias da Saúde “muito bonita”, mas que “realmente facilite a tomada de decisões e o acesso”. “E isso requer recursos. E não recursos em quantidade, mas recursos em qualidade, específicos, dedicados a tornar essa peça da engrenagem algo central para que funcione”, apontou. DADOS DA VIDA REAL
Por sua vez, a diretora da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS), María Jesús Lamas, destacou que a Espanha está em “muito boas” condições para impulsionar a geração de evidências baseadas em dados reais, graças à trajetória com a BIFAP (Base de Dados para a Investigação Farmacoepidemiológica no Âmbito Público).
“A BIFAP é uma base de dados formada principalmente por histórias de Atenção Primária. Neste momento, conta com 20 milhões de histórias clínicas, nas quais trabalhamos muito para padronizar a linguagem, e isso é o que nos coloca em uma posição de liderança”, acrescentou Lamas.
Nesse contexto, a diretora da AEMPS destacou que, para conseguir a “explosão” da BIFAP, é necessário o RD de Avaliação de Tecnologias Sanitárias, bem como dotar as infraestruturas de recursos suficientes. “No que diz respeito às estruturas tecnológicas, estamos muito satisfeitos, mas dado que o BIFAP é coordenado pela AEMPS e que a agência tem um problema estrutural de profissionais por resolver, não vejo possibilidades de o BIFAP ser utilizável de forma imediata”, explicou.
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