Publicado 08/07/2026 13:21

A Farmaindustria destaca que os pacientes ajudam a tomar decisões “melhores” e “mais úteis”

XIII Jornada “Somos Pacientes”.
LUIS CAMACHO

MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Farmaindustria, Fina Lladós, destacou nesta quarta-feira a importância da participação dos pacientes nas decisões de saúde, após ressaltar que eles contribuem com um conhecimento essencial que gera “as melhores decisões” e “as torna mais úteis para a sociedade”.

Ela fez essa afirmação na abertura da XIII Jornada Somos Pacientes, organizada pela Fundação Farmaindustria e pela plataforma Somos Pacientes sob o título “Pacientes que contam: mais participação para um sistema de saúde melhor”, com o objetivo de analisar como consolidar modelos de participação cada vez mais estruturados e eficazes no Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Em contraposição ao modelo tradicional, no qual o sistema de saúde tomava decisões pelos pacientes, Lladós defendeu que a participação destes não deve ser entendida como uma questão meramente representativa ou simbólica, mas sim como uma ferramenta para construir um sistema de saúde melhor.

Nesse sentido, ele destacou o papel das organizações de pacientes como geradoras de conhecimento, apoio e propostas que contribuem para melhorar a vida de milhares de pessoas e insistiu que a colaboração com essas entidades faz parte de uma forma de entender a inovação e a saúde baseada na escuta, na corresponsabilidade e na construção conjunta de soluções.

O secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, que encerrou o evento, destacou a importância da futura lei das organizações de pacientes que, se for aprovada após o verão, “será, sem dúvida, um dos marcos desta legislatura”.

“O que espero, daqui a alguns anos, é que a participação das organizações de pacientes nos processos de tomada de decisão não seja mais notícia, que não ocupe as manchetes, mas que faça parte do cenário”, destacou.

Padilla esteve acompanhado pelo diretor-geral da Farmaindustria, Juan Yermo, que afirmou que a participação dos pacientes ajuda a preservar a capacidade de inovação biomédica e a garantir que seus benefícios cheguem aos pacientes, dois dos grandes desafios atuais dos sistemas de saúde.

“A inovação só é útil quando chega àqueles que precisam dela”, observou Yermo, ao mesmo tempo em que ressaltou que a rapidez com que os avanços científicos são incorporados à prática assistencial tem consequências diretas sobre a vida das pessoas.

Da mesma forma, o diretor-geral da Farmaindustria defendeu a necessidade de conciliar inovação, acesso e sustentabilidade para garantir que os sistemas de saúde possam continuar incorporando novos tratamentos e respondendo aos desafios atuais e futuros.

ÁREAS DE IMPACTO

Durante o evento, foram abordadas as três áreas nas quais a participação dos pacientes está adquirindo uma relevância crescente. Para começar, uma mesa redonda se concentrou no papel dos pacientes na tomada de decisões em saúde, em um contexto marcado pelo debate sobre novos modelos estruturados de participação, pelo desenvolvimento de iniciativas destinadas a reforçar a representação organizada dos pacientes e pelo Anteprojeto de Lei das Organizações de Pacientes, que todos os atores veem como uma oportunidade.

Em seguida, uma segunda mesa de especialistas analisou a contribuição que os pacientes podem dar na avaliação de tecnologias de saúde, fundamental para a incorporação da inovação aos sistemas de saúde. Os palestrantes concordaram em destacar a importância de complementar as evidências clínicas e econômicas com a experiência e os resultados que realmente importam para as pessoas afetadas por uma doença, bem como a necessidade de capacitar os pacientes para que possam participar de maneira ideal nesses processos de avaliação.

A busca por maior equidade foi o eixo central da terceira mesa de análise, na qual ficou evidente que a experiência dos pacientes permite identificar desigualdades que muitas vezes permanecem ocultas, além de oferecer uma perspectiva essencial para avançar rumo a um atendimento mais homogêneo, justo e orientado para resultados, independentemente do local de residência ou da patologia de cada pessoa. Da mesma forma, foi destacada a necessidade de estabelecer indicadores para detectar e medir as desigualdades, a fim de poder resolvê-las.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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