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MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
A Farmaindustria expressou sua satisfação na quarta-feira com a aprovação da criação da Agência Estatal de Saúde Pública, ao mesmo tempo em que comemorou o reconhecimento incluído no regulamento da inovação incremental de medicamentos, uma reivindicação que afirma ser "histórica" para o setor.
Assim, a indústria farmacêutica aplaude a criação da Agência Estatal de Saúde Pública (Aesap), um órgão que considera necessário e que, segundo ela, permitirá que a Espanha esteja mais bem preparada para enfrentar futuras crises de saúde, "como foi demonstrado durante a pandemia de Covid-19", acrescenta.
De acordo com a Farmaindustria, a Aesap é uma "boa notícia" para o Sistema Nacional de Saúde e para a população da Espanha. A Farmaindustria e suas empresas farmacêuticas associadas reiteram ao Ministério da Saúde e às autoridades regionais de saúde sua disposição de colaborar para que a Espanha esteja preparada para enfrentar futuras crises de saúde.
Também mostra seu compromisso com a pesquisa e o desenvolvimento de novos medicamentos que "possibilitem melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas, além de ajudar a garantir que esses medicamentos cheguem a quem precisa deles".
INOVAÇÃO INCREMENTAL
Por outro lado, a Farmaindustria aplaude o reconhecimento da inovação incremental em medicamentos pela nova regulamentação, que inclui desenvolvimentos adicionais em medicamentos existentes, como novas formas de administração ou formulações, combinações de medicamentos, alterações na dosagem ou na quantidade de ingrediente ativo e novos usos do medicamento, modificando a atual Lei de Medicamentos.
"Essa era uma demanda histórica da indústria farmacêutica, pois na Espanha não havia incentivos para que as empresas farmacêuticas investissem nesse tipo de inovação, já que, por ser produzida sobre medicamentos já existentes, a Administração não a valorizava como merecia e a condenava ao sistema de preços de referência, em que as novas formulações têm o mesmo preço de financiamento que as convencionais e estão sujeitas a contínuas revisões de preços para baixo", afirma a Farmaindustria.
Para a associação, a "falta de consideração" dos benefícios reais, e não apenas clínicos, da inovação incremental foi um "obstáculo" ao acesso dos pacientes a esses medicamentos, "especialmente importante para os idosos, os doentes crônicos, os pacientes polimedicados e as crianças".
Ele também destaca que a inovação incremental é uma "boa opção" para o desenvolvimento industrial de certas empresas farmacêuticas de pequeno e médio porte, a maioria de capital nacional, pois é uma forma "mais rápida e menos arriscada" de compensar os custos mais altos e os tempos mais longos gerados pela inovação radical, que envolve processos de 8 a 10 anos e mais de 2.500 milhões de euros de investimento.
"Portanto, esse reconhecimento terá um impacto direto no tecido inovador e produtivo de nosso país, abrindo também as portas para a exportação de algumas dessas inovações", acrescenta.
Por fim, a Farmaindustria destaca que essa lei reconhece uma categoria "importante" de medicamentos para muitos pacientes: os chamados medicamentos estratégicos, que são "essenciais" do ponto de vista clínico e "vulneráveis" do ponto de vista do fornecimento. "O novo regulamento permite reforçar a proteção desses medicamentos, evitando que a contínua erosão dos preços os torne comercialmente inviáveis", conclui.
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