Publicado 23/04/2026 12:10

A Farmaindustria considera que a lei europeia sobre biotecnologia é fundamental para atrair investimentos para a Europa

Ela acredita que a Europa deve reagir para "não ficar para trás na pesquisa biomédica"

Foto da presidente da Farmaindustria, Fina Lladós.
LUIS CAMACHO

MADRID, 23 abr. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Farmaindustria, Fina Lladós, afirmou que a futura Lei Europeia de Biotecnologia se apresenta como o marco regulatório ideal para fortalecer o ecossistema de inovação e atrair novos investimentos na Europa.

“Esta iniciativa pode facilitar a colaboração entre empresas, centros de pesquisa e administrações, bem como impulsionar a fabricação avançada, a digitalização e a criação de novas empresas”, destacou Lladós durante a Assembleia Geral Ordinária da Associação.

Por sua vez, o diretor-geral da Farmaindustria, Juan Yermo, enfatizou a “enorme oportunidade” que a Espanha tem neste contexto para se tornar um ‘hub’ mundial de inovação e produção de medicamentos.

Mas, para que isso aconteça, afirma ele, ainda é preciso dar passos importantes tanto em nível nacional quanto no âmbito europeu que sigam na direção correta e concretizem uma grande aposta na inovação biofarmacêutica, na atração de investimentos e na autonomia estratégica do nosso continente.

"A nova Lei da Indústria ou o programa Profarma podem ser ferramentas poderosas para alcançar esse objetivo, mas, nos últimos tempos, estão surgindo novas oportunidades no âmbito tecnológico, como o Anteprojeto de Lei de Saúde Digital, por exemplo, para impulsionar um projeto nacional que nos transforme em referência europeia no uso secundário de dados de saúde e nos permita consolidar a liderança europeia em ensaios clínicos e, por que não, sonhar com a liderança mundial”, destacou.

“A EUROPA DEVE REAGIR”

Nesse contexto, a presidente da Farmaindustria sublinhou que a Europa deve reagir para reverter a perda de competitividade que vem sofrendo nas últimas duas décadas: “Para não ficar para trás na pesquisa biomédica e, consequentemente, no acesso de seus pacientes a novos tratamentos”.

Foi o que destacou Lladós durante a Assembleia, na qual também foram aprovados o Relatório Anual de atividades da organização, as contas de 2025 e o orçamento para o exercício de 2026. Segundo Lladós, a indústria farmacêutica enfrenta um momento decisivo, tanto na Espanha quanto na Europa.

“No contexto atual de forte incerteza global, tensões geopolíticas, mudanças regulatórias e uma concorrência global cada vez mais intensa, é fundamental contar com governos que deem sinais decididos de aposta na inovação e promovam medidas que fortaleçam o ecossistema de inovação no país e em nosso continente”, acrescentou a presidente, cujo mandato à frente da Associação termina no próximo mês de outubro.

Nessa linha, ela considera que a Europa precisa recuperar seu papel como motor da inovação biomédica. Assim, explicou que, nos últimos anos, o continente perdeu terreno em relação aos Estados Unidos e à Ásia (à China, especificamente), que destinam mais recursos à pesquisa e contam com marcos regulatórios mais estáveis e atraentes para o investimento.

“Os Estados Unidos têm desempenhado um papel protagonista há décadas no financiamento da pesquisa e no desenvolvimento de medicamentos em escala mundial. Chegou o momento de a Europa reconsiderar como avalia a inovação e acelerar sua aposta no setor da inovação biofarmacêutica”, afirmou.

A presidente garantiu que cada ensaio clínico realizado fora, cada patente registrada em outra região significa menos competitividade, menos empregos e menos opções para os pacientes europeus. “É fundamental — enfatizou — que a Europa aposte de forma decidida na inovação, na proteção da propriedade industrial e na criação de um ambiente atraente para o investimento em P&D”, acrescentou.

Nesse cenário, ela destacou que a definição de novas leis e marcos regulatórios, tanto em nível europeu quanto nacional, e a capacidade dos sistemas de saúde de avaliar corretamente o valor social gerado pelos medicamentos inovadores definirão como os medicamentos do futuro serão pesquisados, desenvolvidos e disponibilizados aos pacientes.

“A Europa e a Espanha precisam redobrar seus esforços para proteger essa joia que é a indústria farmacêutica inovadora e potencializá-la. E, para isso, é preciso fortalecer o quadro de investimento, avançando nos três pilares que compõem a Estratégia da Indústria Farmacêutica na Espanha: acesso rápido aos medicamentos, mais ensaios clínicos e ampliação de nosso tecido industrial”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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