MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Farmaindustria, Fina Lladós, pediu um sistema de autorregulação "rigoroso, atualizado, preventivo e transparente" que gere confiança e credibilidade na indústria farmacêutica aos olhos da sociedade.
"Para isso, precisamos de colaboração direta com as autoridades de saúde competentes, especialmente a Comunidade de Madri e a Generalitat de Catalunya, onde a maioria de nossas empresas opera", disse Lladós durante a abertura da conferência 'Como o Sistema de Autorregulação da Indústria Farmacêutica contribui para a sociedade'.
Nesse ponto, o presidente da Farmaindustria destacou o acordo de colaboração assinado entre o Departamento de Saúde da Generalitat de Catalunya e a Farmaindustria sobre a atividade publicitária em vigor desde janeiro de 2024. "Também gostaria de mencionar o Ministério da Saúde da Comunidade de Madri por todo o seu apoio ao nosso Sistema de Autorregulação", acrescentou.
A Farmaindustria organizou esse evento como parte da celebração da Semana do Código de Boas Práticas. Durante a reunião, representantes de administrações regionais, profissionais da saúde, pacientes e da indústria farmacêutica analisaram o impacto do sistema de autorregulação sobre as empresas farmacêuticas e os agentes que se relacionam com elas, bem como sua evolução nos últimos 20 anos.
De acordo com a Farmaindustria, o sistema de autorregulação foi lançado em 2001, com base no código de boas práticas da indústria farmacêutica, que entrou em vigor em 2002 e foi atualizado pela última vez em junho de 2023.
Trata-se de um conjunto de regras que visa garantir que as informações disponibilizadas aos profissionais de saúde na promoção de medicamentos sejam completas, imediatas e verdadeiras e, ao mesmo tempo, assegurar que as relações que as empresas e os profissionais de saúde estabelecem sejam desenvolvidas de acordo com padrões éticos.
Desde então, o código passou a fazer parte das obrigações que todas as empresas farmacêuticas, sejam elas membros da Farmaindustria ou aderentes ao sistema de autorregulação, devem cumprir e, portanto, faz parte de suas políticas e procedimentos.
"Gostaria de enfatizar que, graças a esse sistema de autorregulação, hoje temos um setor cada vez mais focado no trabalho em conjunto com os pacientes, com o treinamento contínuo dos profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, em diálogo contínuo com a Administração em busca de soluções", enfatizou Lladós.
Da mesma forma, o presidente da Farmaindustria lembrou que há mais de 20 anos o setor optou pela autorregulação nessa área: "As empresas farmacêuticas quiseram antecipar essa cultura de boas práticas e oferecer voluntariamente uma resposta às demandas das partes interessadas e da sociedade em geral para estabelecer critérios e regras de conduta que garantissem a confiança e a credibilidade em nosso setor".
"Foi aí que nasceu o sistema de autorregulação, e acho que é apropriado reconhecer que a alma do sistema que temos hoje é José Zamarriego e que ele continua a nos inspirar e a ter em mente dois princípios principais: confiança e integridade e outros quatro princípios básicos: respeito, legalidade, prevenção e transparência", disse Lladós.
Laura Gutiérrez, Vice-Ministra da Saúde da Comunidade de Madri, também participou da inauguração da conferência, assegurando que o código de boas práticas se tornou um modelo para outros setores. "Trata-se de assumir um compromisso com a ética, os pacientes e a sociedade", disse ela.
"Os códigos de autorregulação são mais necessários do que nunca, pois garantem que a promoção de medicamentos e as organizações de saúde sejam realizadas de acordo com princípios éticos e de responsabilidade", argumentou.
O SISTEMA DE AUTORREGULAÇÃO NAS EMPRESAS
A conferência contou com a participação de representantes de empresas farmacêuticas que apresentaram sua avaliação da evolução do sistema de autorregulação nos últimos 20 anos.
Assim, o CEO da AbbVie, Felipe Pastrana, indicou que o sistema de autorregulação permitiu estabelecer um "campo de jogo claro para todos", ao mesmo tempo em que afirmou que "nem todos os setores e empresas o têm", de modo que, em sua opinião, "o setor deve se orgulhar".
"Ele nos mudou para melhor porque, graças a ele, sabemos como agir. Além disso, conseguiu gerar um processo e práticas transparentes, confiáveis e previsíveis", destacou Pastrana.
Por sua vez, o CEO da Merck, Manuel Zafra, indicou que o código de boas práticas transformou sua empresa, bem como o setor farmacêutico. "Ele profissionalizou a maneira como nos relacionamos com os profissionais de saúde e com as associações de pacientes. Também mudou a forma como tomamos decisões estratégicas e comerciais. Ele nos ajudou a nos legitimarmos como um setor", disse ele.
Por fim, a CEO da Daiichi Sankyo, Inmaculada Gil, disse que o sistema de autorregulamentação é um exercício de corresponsabilidade e promove uma cultura de integridade: "Temos orgulho do que fazemos e de como fazemos. Somos capazes de responder a qualquer pessoa pelo que fizemos", acrescentou Gil.
IMPACTO SOBRE OS ATORES DO SISTEMA DE SAÚDE
Quanto ao impacto do sistema de autorregulação sobre os agentes do sistema de saúde, o presidente da Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), Marcos Paulino, disse que, graças ao código de boas práticas, "há regras do jogo para que saibamos o que estamos jogando". "É um código vivo que pode ser adaptado de acordo com a comunicação", acrescentou.
"Com o investimento feito e o fluxo de conhecimento, agora somos melhores médicos e temos uma melhor qualidade de vida para os pacientes, e o papel do setor e da regulamentação é fundamental para continuarmos progredindo", enfatizou.
Em seguida, Manel Rabanal, vice-diretor geral de Saúde e Regulamentação e Qualidade Farmacêutica do Ministério da Saúde da Catalunha, disse que a "confiança" e o "compromisso" são a base do relacionamento entre o setor e o governo.
"Sempre confiamos na autorregulamentação, bem como no compromisso mútuo de sempre chegar a acordos. Também estamos empenhados em garantir que, quando novas regulamentações forem publicadas, a avaliação do setor seja levada em conta", disse Rabanal.
Por sua vez, a presidente da Plataforma de Pacientes (POP), Carina Escobar, enfatizou que a relação entre o setor e as associações de pacientes é "fundamental". No entanto, ela propôs que é necessário entender como as associações de pacientes evoluíram nos últimos anos, a fim de buscar indicadores comuns e obter melhores resultados no relacionamento com o setor.
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