Publicado 13/07/2026 07:28

A Farmaindustria analisa 172 moléculas em diferentes fases regulatórias para ajudar a planejar o lançamento de medicamentos

A Farmaindustria analisa 172 moléculas em diferentes fases regulatórias para ajudar a planejar a chegada de medicamentos
FARMAINDUSTRIA

MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -

A Farmaindustria lançou uma iniciativa de “Horizon Scanning”, uma ferramenta de antecipação estratégica por meio da qual analisou 172 princípios ativos em diferentes fases do processo regulatório “para ajudar o Sistema Nacional de Saúde (SNS) a planejar a chegada de novos medicamentos de forma mais eficiente, equitativa e sustentável”.

“A antecipação não tem como objetivo condicionar os processos de avaliação, precificação ou financiamento dos medicamentos”, afirmou a diretora de Prestação Farmacêutica e Acesso dessa entidade patronal, Isabel Pineros, que acrescentou que o objetivo é “melhorar a preparação do sistema de saúde e facilitar uma tomada de decisão mais informada, em um sistema de saúde preparado e organizado, quando a inovação chegar à prática clínica”.

Assim, e devido ao avanço da inovação biomédica, que traz cada vez mais terapias avançadas, a medicina personalizada e os tratamentos de nova geração capazes de alterar o curso das doenças, foi realizada esta iniciativa, que também abrange terapias cada vez mais complexas e especializadas que apresentam novos desafios, como a adaptação ou reorganização dos processos de atendimento, o desenvolvimento de novas capacidades diagnósticas e a necessidade de recursos especializados.

É nesse contexto que a Farmaindustria colocou à disposição do SNS essa ferramenta, que será atualizada duas vezes por ano, e é que Pineros destacou que “antecipar a chegada de inovações com potencial impacto clínico é estratégico para que o sistema possa se preparar e os pacientes possam ter acesso aos avanços nas melhores condições possíveis”.

Dessa forma, a primeira edição deste relatório aborda essas terapias, entre as quais estão incluídos 47 princípios ativos atualmente em processo de avaliação na Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), dos quais 38% são medicamentos órfãos. Por áreas terapêuticas, a mais comum é a Oncologia, que representa uma em cada quatro moléculas em estudo.

Quanto ao tipo de medicamento, 28% são biológicos e 6%, terapias avançadas. Além disso, estão sendo analisados 28 princípios ativos que já receberam um parecer favorável do Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP, na sigla em inglês) da referida agência reguladora, dos quais 18% são terapias avançadas, 54% são medicamentos órfãos e 36% são oncológicos.

UM TOTAL DE 92 PRINCÍPIOS ATIVOS DO “PROGRAMA PRIME”

Além disso, essa análise inclui o acompanhamento de 92 princípios ativos incluídos no “Programa Prime” (Priority Medicines), que visa impulsionar o desenvolvimento de terapias com resultados iniciais promissores, cujo desenvolvimento clínico ainda não foi concluído e que atendem a necessidades médicas não atendidas.

A Farmaindustria lembrou que o “Horizon Scanning” “é uma metodologia consolidada na Europa, com iniciativas internacionais de referência, como a ‘Beneluxa’ ou a ‘Iniciativa Internacional de Horizon Scanning’ (IHSI, na sigla em inglês), bem como outras iniciativas nacionais, como o ‘NIHR Innovation Observatory’ no Reino Unido, o sistema holandês de ‘Horizon Scanning’, o ‘Italian Horizon Scanning Project’ e o projeto ‘EMERGINCaRE’ na França”.

A esse respeito, ele destacou que conhecer prospectivamente os medicamentos que podem chegar nos próximos anos “permite que os sistemas identifiquem com antecedência as necessidades futuras de recursos, infraestruturas, capacidades diagnósticas, organização da assistência e planejamento orçamentário”. Isso “pode contribuir para a redução da incerteza, para melhorar a previsibilidade e para organizar melhor a incorporação da inovação”, enfatizou.

O “Horizon Scanning” “é uma oportunidade para fortalecer a governança da inovação na Espanha e avançar em direção a modelos de planejamento mais prospectivos, alinhados com aqueles que já operam em outros sistemas de saúde europeus”, continuou, concluindo ao afirmar que “isso se insere no compromisso de colaboração assumido no âmbito da ‘Estratégia da Indústria Farmacêutica na Espanha’”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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