SEVILHA 9 jan. (EUROPA PRESS) - A partir da UGC de Farmacologia Clínica do Hospital Universitário Virgen del Rocío, pertencente ao Serviço Andaluz de Saúde (SAS) da Secretaria de Saúde, Presidência e Emergências da Junta da Andaluzia, foi lançado, mais um ano, um programa de farmacovigilância hospitalar cujo objetivo é a deteção de reações adversas a medicamentos que ocorrem no hospital, para identificá-las o mais precocemente possível e tentar minimizar seus efeitos sobre os pacientes, identificando áreas de melhoria e planejando atividades para sua prevenção e uso seguro dos medicamentos, o que terá repercussões na segurança dos pacientes e na melhoria da qualidade da assistência hospitalar.
De acordo com informações divulgadas pela Junta de Andaluzia em um comunicado à imprensa, os erros de medicação e as reações adversas, na maioria dos casos evitáveis, têm um impacto considerável na morbidade e mortalidade associadas aos medicamentos nos pacientes, pelo que “antecipar e gerenciar as reações adversas é fundamental para reduzir sua incidência”.
Assim, as atividades realizadas no âmbito desse programa visam melhorar a informação e a formação dos profissionais de saúde e dos pacientes/cidadãos sobre farmacovigilância e reações adversas a medicamentos, bem como seu impacto na segurança e qualidade da assistência médica, promovendo a notificação e deteção de reações adversas a medicamentos (RAM) e realizando atividades de farmacovigilância hospitalar intensiva através de estudos específicos. Além disso, em novembro passado, foi celebrada a MedSafetyWeek, uma campanha internacional anual promovida pela Organização Mundial da Saúde.
Na edição de 2025, o lema foi “Todos podemos ajudar a tornar os medicamentos mais seguros” e centrou-se na sensibilização para os sistemas nacionais de notificação e na promoção do conhecimento e notificação de efeitos adversos.
Desta forma, o seu objetivo é incentivar a notificação de suspeitas de RAM entre pacientes e profissionais de saúde, destacando a importância dessas notificações para identificar riscos associados aos medicamentos e, assim, poder preveni-los. Conforme indicado no comunicado acima mencionado, este evento destacou a importância de utilizar os medicamentos de acordo com as condições autorizadas e, em caso de deteção de uma reação adversa, notificá-la.
“É um dever notificar qualquer suspeita de reação adversa causada por um medicamento ou produto sanitário”, explicou a diretora da Unidade de Farmacologia Clínica do HUVR, Pilar Maiquez Asuero.
Entre os trabalhos realizados neste último ano pela Unidade de Farmacologia Clínica do centro de Sevilha, destaca-se a realização de uma análise das admissões hospitalares ocorridas durante o ano de 2023, identificadas através do CMBD (conjunto mínimo básico de dados à alta hospitalar), cujo motivo de admissão foi uma reação adversa a um medicamento, identificando a frequência, a distribuição nas diferentes unidades clínicas e as características demográficas e clínicas destas.
Os resultados obtidos permitiram identificar áreas de melhoria e propostas de atividades, nas quais se enquadram as atividades realizadas durante este ano. Da mesma forma, em consonância com a estratégia de uso racional de medicamentos do Sistema Público de Saúde da Andaluzia, promovida pelo SAS, foram realizadas diferentes atividades, como sessões de formação a nível hospitalar, em unidades clínicas-alvo e em comissões hospitalares, com a divulgação dos resultados.
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