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MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral de Associações Farmacêuticas (CGCF) desaconselhou o uso de aspirina, descongestionantes nasais e alguns corticosteróides durante a amamentação, pois eles podem ser excretados no leite materno e representar um risco para o recém-nascido.
Entre a lista de corticoides que exigem cautela e devem ser administrados "somente quando considerados essenciais" estão a betametasona, a dexametasona ou a prednisona, que sempre exigem prescrição médica e que, dependendo da dose, podem interferir na produção endógena de glicorticoides.
O ácido acetilsalicílico também é excretado pelo leite materno e pode causar efeitos adversos em bebês e menores de idade, razão pela qual os farmacêuticos lembram que ele não deve ser administrado a menores de 16 anos.
Da mesma forma, descongestionantes nasais como oximetazolina ou tramazolina não são recomendados porque "não se pode descartar" a existência de riscos para o bebê, conselho dado por ocasião do Dia Mundial da Saúde, que é comemorado nesta segunda-feira.
Anticonvulsivantes como o ácido valpróico também não são recomendados para esse período, e a amamentação deve ser interrompida ou o tratamento evitado, avaliando tanto os benefícios da amamentação para a criança quanto os benefícios do tratamento para a mulher.
Embora o farmacêutico ou o médico devam ser consultados antes de tomar um medicamento, os farmacêuticos enfatizaram que o paracetamol e alguns antibióticos, como a amoxicilina, são seguros durante a amamentação.
Apesar disso, eles enfatizaram a "cautela" que deve ser tomada com a administração de medicamentos durante os primeiros meses de vida do bebê, pois os processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção de medicamentos têm características diferentes daqueles da vida adulta e podem produzir efeitos tóxicos se a dose errada for administrada.
"Isso faz com que a recomendação e o monitoramento de um profissional de saúde sejam essenciais. No caso dos farmacêuticos, seu papel é crucial quando se trata de informar sobre a dose exata do medicamento prescrito, que geralmente dependerá do peso do bebê", acrescentaram.
As farmácias também desempenham um papel na promoção da vacinação e no fornecimento de informações sobre o cronograma de imunização e, embora a cobertura na Espanha seja geralmente muito alta, os farmacêuticos apontaram que uma queda na cobertura pode levar a surtos de doenças "que pareciam ter sido esquecidas", como catapora ou sarampo.
FARMACÊUTICOS COMO CONSULTORES DE HIGIENE DO BEBÊ
A figura do farmacêutico também serve como um "assessor valioso" no cuidado e na higiene da pele dos bebês, que é "particularmente delicada e suscetível" a irritações e infecções, razão pela qual seu cuidado deve ser "respeitoso" e com produtos especificamente formulados para ela.
Um dos principais problemas que aparecem é a assadura, que se manifesta com vermelhidão e irritação da pele, e produz "intenso desconforto" no bebê; para evitar que apareça, é aconselhável trocar a fralda após cada deposição de fezes ou urina, limpando e secando completamente a pele, e evitar apertar muito a fralda, permitindo alguma circulação de ar.
Além de oferecer orientação especializada, as farmácias também têm produtos e fórmulas específicas para aliviar e prevenir a assadura, como pomadas à base de óxido de zinco e vaselina, que podem ser acompanhadas de ingredientes ativos que promovem a recuperação da pele, como alantoína ou óleo de calêndula.
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