APOMARES/ISTOCK - Arquivo
MADRID 7 out. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Farmacêuticos de Atenção Primária (SEFAP) alertou contra o uso off-label da vitamina D, pois a suplementação excessiva pode causar sintomas a curto prazo, como náuseas, vômitos, constipação, perda de apetite e fraqueza e, a longo prazo, pode até mesmo danificar os rins, formando pedras nos rins, causando insuficiência renal e também afetando a saúde do coração.
O SEFAP ressalta que, nos últimos anos, a vitamina D causou uma febre de preocupação e suplementação excessiva, em grande parte devido às mensagens alarmistas divulgadas pelas redes sociais - que falam de um déficit generalizado - e à disparidade de critérios médicos, o que faz com que não haja consenso entre as sociedades científicas e os profissionais de saúde sobre os valores ideais dessa vitamina essencial para o cuidado da saúde óssea.
"Isso significa que, quando são considerados os valores-limite de 25(OH)D (concentração de vitD determinada no sangue maior que 30 ng/ml), mais de 88% da população tem níveis baixos. Entretanto, quando o valor limite é de 20 ng/ml, a proporção da população com níveis baixos cai para 37%. E se o limite for 10 ng/ml, a prevalência cai para 7%", explicou Elena Moreno Charco, farmacêutica da Atenção Primária da Gerência de Atenção Integrada de Cuenca do Serviço de Saúde de Castilla la Mancha (SESCAM).
Essa falta de consenso, conforme apontou a farmacêutica durante sua participação no 28º Congresso Nacional da Sociedade Espanhola de Farmacêuticos de Atenção Primária (SEFAP), também levou a um aumento notável dos exames médicos - tanto os solicitados no sistema público de saúde quanto os realizados em laboratórios particulares.
E tudo isso apesar do fato de que, como aponta Moreno, o recente GuiaSalud produzido pelo Instituto Aragonês de Ciências da Saúde com financiamento do Ministério da Saúde recomenda que a triagem não seja realizada na população saudável em geral, exceto em pacientes sintomáticos, pacientes com doenças crônicas ou tratados com medicamentos que possam afetar a absorção e o metabolismo da vitamina D, pacientes com hiperparatireoidismo, hipo ou hipercalcemia/hiperfosfatemia ou com valores elevados e inexplicáveis de fosfatase alcalina, bem como quando houver suspeita de toxicidade por excesso.
De acordo com a FAP, esse aumento nos testes tem sido associado a um aumento no consumo de suplementos nutricionais de vitamina D sem supervisão médica, bem como em prescrições de vitamina D para suplementação de vitamina D.
Nesse sentido, para Moreno, o trabalho dos farmacêuticos de atenção primária é "essencial" para garantir que as recomendações sejam cumpridas, aconselhando e informando as equipes de atenção primária, bem como nas tarefas de educação em saúde do paciente. Nesse sentido, a FAP dá como exemplo o Programa de Revisão da suplementação com vitamina D implementado pelo SESCAM, por meio do qual todas as FAPs das Gerencias revisam os tratamentos com vitamina D em pacientes sem indicação aparente, com níveis tóxicos (acima de 50 ng/ml) e com doses erradas (acima de 2000 ou abaixo de 400 UI).
Por fim, a FAP lembra que, na população saudável em geral, uma ingestão diária de 600-800 UI de vitamina D é suficiente para manter níveis adequados de vitamina D. "Por exemplo, 100 gramas de atum grelhado (1.000 UI) ou 100 gramas de cogumelos (400-800 UI) seriam suficientes, embora também seja aconselhável expor o rosto, os braços ou as pernas ao sol, especialmente no outono-primavera, por 5-15 minutos por dia, dependendo do seu tipo de pele, entre 10:00 e 16:00. Se for passar mais tempo ao sol, é aconselhável usar fotoprotetor para evitar o risco de câncer de pele e envelhecimento precoce", conclui.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático