MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -
A assistente social Sara Heras, da Associação Nacional de Hipertensão Pulmonar, advertiu que os pacientes com hipertensão arterial pulmonar (HAP) estão sofrendo com a falta de uma rede de atendimento homogênea na Espanha, o que causa atrasos no diagnóstico e no tratamento.
Na Espanha, há apenas dois centros de referência reconhecidos para essa doença rara, progressiva e de difícil diagnóstico que afeta os vasos sanguíneos dos pulmões, enfraquecendo o coração ao forçá-lo a bombear mais sangue e podendo causar um ataque cardíaco. Esses centros são o Hospital Clínic, em Barcelona, e o Hospital Universitario 12 de Octubre, em Madri.
Assim, a falta de equidade no acesso à saúde é um dos desafios enfrentados pelos pacientes com essa patologia, que afeta mais as mulheres entre 30 e 50 anos de idade. Em mais da metade dos casos diagnosticados em todo o mundo, nenhuma causa específica é identificada, e seus sintomas, que incluem falta de ar, aperto no peito, tontura, fadiga ou inchaço, são frequentemente confundidos com os de outras doenças.
Esse é um dos aspectos que a empresa biofarmacêutica MSD quis destacar por ocasião do Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, que é comemorado todo dia 5 de maio. Sob o slogan "Mais ar para o seu batimento cardíaco" e com o apoio da Associação Nacional de Hipertensão Pulmonar e da Fundação Contra a Hipertensão Pulmonar, a empresa busca destacar os desafios que ainda persistem em relação a essa doença.
"Embora muito progresso tenha sido feito nos últimos anos, tanto no diagnóstico quanto no tratamento, são necessárias novas opções terapêuticas para melhorar o prognóstico desses pacientes. Na MSD, queremos reafirmar nosso compromisso tanto com os pacientes quanto com os profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento", disse Luis Cea, Diretor Médico de Imunologia, Doenças Cardiovasculares e Respiratórias da MSD Espanha.
REAVALIAÇÃO CLÍNICA
Nesse sentido, os especialistas enfatizaram a importância da reavaliação clínica periódica dos pacientes com HAP, que deve ser realizada a cada três ou quatro meses. Essas avaliações permitem que a evolução da doença seja analisada e que o tratamento seja ajustado de acordo com as necessidades individuais. Para isso, recomenda-se um modelo de estratificação em quatro níveis: baixo, baixo-intermediário, intermediário-baixo, intermediário-alto e alto risco.
Durante essas reavaliações, o risco de mortalidade em um ano do paciente também deve ser estratificado para orientar as decisões de tratamento. A aplicação desse modelo de estratificação de risco é essencial para identificar os principais fatores prognósticos e estabelecer metas terapêuticas específicas.
Nesse ponto, eles acrescentaram que os pacientes devem ser envolvidos na tomada de decisões terapêuticas, com o objetivo de melhorar a adesão ao tratamento e permitir que os pacientes expressem suas preferências e preocupações, o que pode influenciar positivamente os resultados clínicos e a qualidade de vida.
Um estudo internacional realizado em 2011 revelou o impacto da HAP na vida cotidiana dos pacientes, com repercussões em seu bem-estar físico, emocional e social. "Cinquenta e seis por cento dos pacientes percebem um impacto muito significativo da HAP em suas vidas diárias. Além disso, 77% relatam que se sentem isolados devido à falta de compreensão sobre a doença", disse a psicóloga Claudia Bohórquez, da Pulmonary Hypertension Foundation.
À luz desses dados, ela pediu que a hipertensão arterial pulmonar seja tratada com uma abordagem holística que leve em conta os aspectos físicos, emocionais e sociais.
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