Publicado 24/04/2026 13:32

A falta de tempo, de apoio institucional e de formação dificultam a pesquisa na Atenção Primária

A SEMG defende estratégias institucionais que facilitem a atividade de pesquisa

Archivo - Arquivo - Adolescente no médico
MEDIAPHOTOS/ISTOCK - Arquivo

MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -

Os médicos de Atenção Primária (AP) demonstram um “elevado interesse” pela pesquisa e pela publicação científica, mas a falta de tempo, de apoio institucional e de formação metodológica dificultam sua participação nessa área, conforme se depreende de um estudo da Sociedade Espanhola de Médicos Gerais e de Família (SEMG).

O trabalho, elaborado por membros do Grupo de Trabalho sobre Estilos de Vida e Determinantes da Saúde da SEMG e publicado na revista 'Medicina Geral e de Família', baseia-se em uma pesquisa com 240 membros da sociedade médica, dos quais 59,2% eram mulheres e 40,8%, homens.

Segundo o estudo, 75% dos profissionais entrevistados já participaram de algum projeto de pesquisa, embora apenas 18,8% o façam de forma contínua, o que, para a SEMG, evidencia a dificuldade de consolidar uma trajetória de pesquisa estável na Atenção Primária.

Além disso, embora 61,3% tenham feito parte de grupos de pesquisa, apenas 24,6% publicaram como autor principal em revistas indexadas, o que evidencia uma lacuna entre a participação em iniciativas de pesquisa e a capacidade real de liderar e divulgar resultados científicos.

Quanto às barreiras que impedem os profissionais de pesquisar ou publicar, 62,9% apontam a falta de tempo, 54,6% sinalizam o escasso apoio institucional, 50% destacam uma formação metodológica insuficiente e 48,8% referem a dificuldade de acesso a recursos ou financiamento.

INTEGRAR A PESQUISA COMO PARTE DA ATIVIDADE HABITUAL

“Esses resultados reforçam a necessidade de estratégias organizacionais que integrem a pesquisa como parte da atividade profissional habitual na Atenção Primária, com tempo reservado, formação específica e estruturas de apoio estáveis”, destaca o artigo.

No entanto, o estudo revela uma demanda crescente por formação específica. Especificamente, 60,8% dos entrevistados estão interessados em receber formação em concepção de projetos de pesquisa; 56,3%, em publicação em revistas científicas; 55,8%, em análise estatística; 53,3%, em manejo de bancos de dados; e 44,6%, em pesquisa bibliográfica.

Tendo em conta que a investigação em Atenção Primária é “fundamental para melhorar a prática clínica e dar resposta aos problemas de saúde mais prevalentes na população”, a SEMG defendeu o impulso de estratégias institucionais que facilitem o seu desenvolvimento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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