IGORISS/ ISTOCK - Arquivo
Esse é o setor que enfrenta menos dificuldades com a questão salarial na hora de recrutar profissionais
MADRI, 3 set. (EUROPA PRESS) -
A escassez de perfis ou a falta de habilidades necessárias para o cargo é o principal problema que o setor farmacêutico enfrenta na contratação de profissionais, segundo um relatório da Pluxee, no qual 84% das empresas analisadas afirmam ser afetadas por isso.
O relatório “Chaves do novo equilíbrio trabalhista: tendências e desafios 2026” aponta que 95% das empresas do setor buscaram novos funcionários durante 2025 e todas encontraram alguma dificuldade para preencher suas vagas, embora a origem dessas dificuldades fosse diferente daquela observada em outras áreas profissionais.
Enquanto 51% das empresas espanholas enfrentam problemas de acordo salarial, no setor farmacêutico isso afeta apenas uma em cada quatro empresas, a porcentagem mais baixa de todos os setores analisados. Por outro lado, a escassez de perfis qualificados, seguida pela falta de acordo quanto aos horários ou à modalidade de trabalho, são os obstáculos que geram maior impacto.
Conforme explicado pela Pluxee, o setor farmacêutico continua sendo o que melhor ameniza o efeito da inflação nos salários de seus funcionários, de tal forma que uma em cada três empresas compensou totalmente o impacto da inflação, 65% o fez parcialmente e apenas os 5% restantes não ofereceram nenhuma compensação.
Quanto à oferta de planos de benefícios, 80% das empresas do setor já os oferecem aos seus funcionários, liderando mais uma vez em relação às empresas de outros setores, nos quais a porcentagem se situa em 64,5%, em média. Além disso, 50% das empresas do setor planejam ampliar ou adicionar novos benefícios em 2026, contra 42%, em média, nos demais setores.
ESTRATÉGIA DE FIDELIZAÇÃO
Essa estratégia de remuneração também se reflete na estratégia de fidelização. O setor destina 74% dos esforços de suas equipes de recursos humanos (RH) à fidelização, contra 26% voltados para a captação de novos profissionais, liderando mais uma vez em relação a outros setores. É o mesmo nível registrado pelo setor de tecnologia e fica quase oito pontos acima da média geral (66,25%).
A capacitação tem um papel cada vez mais relevante como elemento da remuneração total, conforme reflete o fato de que 82% das empresas do setor estão promovendo planos de capacitação. Para o próximo ano, sete em cada dez empresas prevêem novos planos, com as habilidades tecnológicas e a inteligência artificial como principais focos, seguidas pela liderança e pela gestão de equipes.
Por outro lado, o relatório aponta que o setor farmacêutico é o que melhor gerencia a diversidade geracional em suas equipes. Apenas 25% dessas empresas consideram que a mistura geracional representa um desafio significativo, contra 34% da média geral, e 15% simplesmente não a identificam como um problema — o maior índice entre todos os setores.
90% das empresas aplicam “mentoring” reverso ou tradicional, a porcentagem mais alta do mercado; os planos de benefícios específicos por geração chegam a 80%, e os planos de integração de novos funcionários e os grupos de trabalho intergeracionais estão presentes em 70% das empresas. Tudo isso explica por que o setor lida com maior naturalidade com a convivência de diferentes gerações na força de trabalho.
“O setor farmacêutico demonstra que uma boa gestão de talentos é uma vantagem competitiva real. Sua solidez em termos de remuneração é tão forte que a falta de acordo salarial mal impede uma em cada quatro empresas na hora de recrutar, um número muito abaixo do restante dos setores. O desafio agora não é apenas manter essa liderança, mas continuar investindo nos fatores que a tornaram possível em um mercado de trabalho cada vez mais exigente”, destacou a diretora de marketing da Pluxee Espanha, Miriam Martín.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático