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Eles alertam que, embora haja uma satisfação geral com o serviço, a implementação desse número ainda é deficiente.
MADRID, 5 jan. (EUROPA PRESS) -
A falta de enfermeiras escolares na Espanha se concentra principalmente em áreas desfavorecidas, o que aumenta a desigualdade de saúde entre crianças e adolescentes com menos recursos, de acordo com um estudo publicado na revista científica 'BMC Nursing'.
O estudo, realizado por pesquisadores do Observatório Nacional de Enfermagem Escolar do Conselho Geral de Enfermagem, do qual participaram 376 enfermeiros escolares, 1.193 professores e diretores de centros educacionais e 582 mães e pais, teve como objetivo fornecer uma visão completa das necessidades das comunidades autônomas com relação à implementação de enfermeiros escolares.
A pesquisa determina que, embora haja uma satisfação geral com o trabalho das enfermeiras escolares e também haja demanda por seus serviços, a implementação dessa figura nas escolas continua a ser deficiente, em parte devido à existência de deficiências estruturais. Esse déficit significa que a Espanha não atende aos padrões e normas internacionais em termos de proporção de enfermeiras escolares para alunos na Espanha.
"Esse estudo confirma mais uma vez a importância de ter enfermeiras escolares em todas as escolas da Espanha. Estamos falando de investir na saúde da população mais jovem e na prevenção. Os enfermeiros não só podem evitar certas complicações com uma ação rápida, mas também, por meio da educação em saúde, têm uma ferramenta muito poderosa para que as novas gerações adquiram hábitos saudáveis e saibam como agir em momentos de emergências de saúde", explica Florentino Pérez Raya, presidente do Conselho Geral de Enfermagem (CGE).
Os pesquisadores analisaram os três tipos de enfermeiros escolares que trabalham na Espanha: enfermeiros com contratos exclusivos, que trabalham em uma única escola; enfermeiros itinerantes, que trabalham em várias escolas; e enfermeiros ocasionais, que são chamados diretamente pela escola quando são necessários para uma emergência.
Embora a "exclusividade" seja a situação mais prevalente, ela só ocorre em 50% dos casos, o que ainda é uma porcentagem muito baixa em relação às taxas europeias e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Além disso, a porcentagem se repete se falarmos sobre quantas escolas na Espanha têm enfermeiros escolares, pois apenas metade delas tem um profissional de enfermagem. Além disso, é importante ressaltar que são as áreas com mais recursos econômicos que têm uma porcentagem maior de enfermeiros escolares, de modo que a falta deles, como já mencionado, gera uma desigualdade em termos de saúde.
TAREFAS PENDENTES DOS ENFERMEIROS ESCOLARES
Dessa forma, o estudo analisa os desafios enfrentados pela enfermagem escolar na Espanha. Em primeiro lugar, menciona-se a necessidade de identificar as necessidades mais urgentes para adaptá-las às políticas atuais.
Também consideram necessário analisar os registros de dados de saúde dos alunos mantidos pelas enfermeiras escolares, bem como analisar o estado atual das intervenções de enfermagem nas escolas.
O objetivo final é estabelecer um perfil de competência para os enfermeiros escolares na Espanha, a fim de melhorar não apenas a taxa, mas também a atividade realizada pelos profissionais que já trabalham nas escolas. O estudo conclui que o fortalecimento do trabalho e do número de enfermeiras escolares na Espanha resultaria em uma redução das desigualdades na saúde de crianças e adolescentes e nos aproximaria do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à saúde, equidade e educação.
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