Publicado 06/08/2026 09:49

A faixa etária de 2 a 5 anos é uma janela de oportunidade para reverter a obesidade infantil, segundo estudo da HM Hospitales

A faixa etária de 2 a 5 anos é uma janela de oportunidade para reverter a obesidade infantil, segundo estudo da HM Hospitales
HM HOSPITALES

MADRID, 6 ago. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe de cientistas da Fundação de Pesquisa HM Hospitales (FiHM) realizou um estudo no qual descobriu uma “janela de oportunidade para reverter a obesidade infantil”, que foi estimada entre os dois e os cinco anos de idade.

“Este trabalho demonstra que a idade em que agimos é determinante”, afirmou seu presidente, o professor Alberto Muñoz Terol, que destacou que “existe uma janela biológica na qual o organismo responde muito melhor às intervenções relacionadas aos hábitos de vida”. “Se conseguirmos agir nesse momento, as chances de recuperar um peso saudável aumentam consideravelmente”, explicou.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista especializada ‘Nutrients’, realizou um acompanhamento contínuo de cinco anos de uma coorte massiva de 37.465 crianças e adolescentes de zero a 18 anos atendidos na rede de assistência médica da HM Hospitales.

“Esses resultados fornecem uma base científica para reforçar as estratégias de prevenção precoce da obesidade infantil”, continuou Muñoz Terol, e é que esses resultados também revelaram que, a partir dos seis anos, essa capacidade diminui significativamente e surge o que os pesquisadores descrevem como uma “armadilha da gordura”. Nessa fase, o excesso de peso tende a se manter ao longo do tempo.

Atualmente, a obesidade infantil continua sendo um dos principais desafios de saúde pública — uma em cada quatro crianças europeias entre sete e nove anos apresenta excesso de peso e uma em cada dez, obesidade —, apesar de, nos últimos anos, terem sido observadas ligeiras quedas em sua prevalência. Além disso, a Espanha é o sexto país da Europa em excesso de peso e o sétimo em obesidade infantil.

Por isso, a FiHM realizou a primeira publicação científica derivada de seu Observatório da Obesidade Infantil, iniciativa baseada na análise estratégica de dados clínicos reais extraídos diretamente da atividade assistencial do Grupo. De fato, liderada pela Dra. Zelmira Bosch, a pesquisa contou com informações de 102.228 consultas clínicas realizadas nos hospitais dessa entidade na Catalunha, Madri, Galícia, Castela e Leão e Castela-La Mancha.

ELEVADA PLASTICIDADE METABÓLICA

Com isso, e conforme indicaram os especialistas, foi possível reconstruir a evolução longitudinal do índice de massa corporal (IMC) e compreender como o peso se altera à medida que as crianças crescem. “A principal descoberta do estudo demonstra que crianças entre dois e cinco anos apresentam elevada plasticidade metabólica”, explicaram.

Dessa forma, “e independentemente de inicialmente apresentarem sobrepeso ou obesidade, aproximadamente três em cada quatro recuperam o peso normal, o que torna essa etapa uma verdadeira janela de oportunidade para intervir por meio de mudanças na alimentação, atividade física e hábitos familiares”, insistiram, acrescentando que, “por outro lado, os dados mostram uma mudança muito significativa a partir dos seis anos”.

A esse respeito, os especialistas destacaram que “nessa faixa etária, 60% das crianças com obesidade continuam apresentando obesidade um ano depois, enquanto uma em cada quatro crianças com sobrepeso evolui para a obesidade”.

Por outro lado, explicaram “outro aspecto especialmente relevante para a prática clínica”, e é que “após a primeira avaliação médica, muitas crianças com sobrepeso ou obesidade apresentam uma melhora rápida no IMC, o que sugere que a intervenção precoce e o acompanhamento clínico podem ter um efeito benéfico desde as primeiras fases do acompanhamento”.

“Essa descoberta orientará as estratégias clínicas e de saúde pública para evitar que a obesidade se torne uma doença crônica”, destacou o primeiro autor desta pesquisa, o Dr. Juan Pablo González-Rivas, em relação à sua principal conclusão. Além disso, juntamente com os demais autores, ele ressaltou que “adiar a intervenção pode favorecer a consolidação da obesidade, tornando-a, posteriormente, muito mais difícil de reverter”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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