Publicado 07/04/2025 11:57

A FADSP exige o reforço dos níveis de financiamento e de pessoal do NHS para garantir um "futuro promissor".

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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

A Federação de Associações de Defesa da Saúde Pública (FADSP) exigiu que seja garantido um financiamento "suficiente e estável" para o Sistema Nacional de Saúde (SNS), bem como um reforço do pessoal profissional, com condições de trabalho "decentes", entre outras exigências, para garantir um "futuro de esperança" para a população.

A Defesa da Saúde Pública também solicitou que pelo menos 25% do orçamento da saúde seja alocado para a Atenção Primária (AP), juntamente com uma melhoria na eficiência e eficácia da gestão do sistema de saúde pública e a reversão das políticas que favorecem os negócios privados em detrimento do setor público.

Essas são as demandas da Federação por ocasião do Dia Mundial da Saúde, no qual destacou a importância de lembrar que a saúde é um direito fundamental e não um privilégio. Assim, apontou diferentes elementos que estão "ameaçando" esse direito, como as guerras, a crise climática, a pobreza, a fome e o desmantelamento dos sistemas de saúde pública, juntamente com o aumento das desigualdades sociais e das desigualdades entre os territórios.

Com relação à situação na Espanha, ele alertou que o sistema de saúde pública está em "situação crítica", como resultado da falta de investimento, da situação "agonizante" da AP, da irrelevância da saúde pública, da crescente carga de cuidados sobre os profissionais exaustos e da privatização encoberta.

Nesse contexto, ele apontou que o "desprezo institucional" pela saúde pública após a rejeição pelo Congresso da criação da Agência Estatal de Saúde Pública com os votos contra PP, Vox e Junts é "especialmente grave". Nesse sentido, a FADSP destacou que "um sistema de saúde moderno e eficaz não pode ser construído sem um sistema de saúde pública forte, bem equipado e com capacidade real de ação".

GUERRAS E CRISE CLIMÁTICA

A Federação também se referiu às guerras que estão ocorrendo atualmente e que constituem a "tragédia mais urgente" contra a saúde das pessoas. Nesse sentido, referiu-se aos conflitos na Ucrânia, Sudão, Etiópia e Gaza, onde os hospitais são destruídos e a população é submetida à fome e às doenças como "arma de extermínio".

"Não pode haver saúde sem paz. Enquanto essas situações persistirem, milhões de vidas continuarão em risco e os direitos humanos continuarão a ser violados.

Ele também apontou os perigos representados pela crise climática, cujos efeitos já estão se tornando evidentes na Espanha na forma de DANA ou seca, que colocam em risco a vida das pessoas e dos ecossistemas, além de favorecer o surgimento de novas pandemias.

Por esse motivo, ele alertou sobre a importância de estar preparado para enfrentar outra emergência de saúde, para a qual são necessários "sistemas de saúde sólidos capazes de responder sem entrar em colapso". "É essencial reverter a privatização, fortalecer o sistema público de saúde e garantir atendimento acessível a todos", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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