Alberto Ortega / EUROPA PRESS
Em um balanço da situação da saúde em 2025
MADRID, 5 jan. (EUROPA PRESS) -
A Federação de Associações para a Defesa da Saúde Pública (FADSP) denunciou a privatização do sistema de saúde pública por meio de acordos com empresas privadas e concessões administrativas.
Isso é o que a Federação indica no balanço que publicou sobre a situação da saúde em 2025. Para a FADSP, essa ofensiva de privatização faz parte de uma estratégia contínua de "assédio" ao Sistema Nacional de Saúde.
"Ela visa sua deterioração e descrédito social e é apoiada por grandes grupos multinacionais, fundos de investimento, laboratórios farmacêuticos, fabricantes de equipamentos tecnológicos e seguradoras de saúde e grupos corporativos, ansiosos para assumir o dinheiro que o Estado destina à saúde", lamenta a Federação.
De acordo com a organização, os governos conservadores aceleraram a privatização de hospitais e enfraqueceram a atenção primária, especialmente em Madri e na Andaluzia.
A FADSP considera que a situação das listas de espera piorou "substancialmente", em sua opinião, "cada vez mais falsificadas e cada vez mais altas", que são usadas pelos governos regionais para aumentar os contratos do setor privado e pelos seguros de saúde privados, que "cresceram muito significativamente e que se aproveitam dos problemas estruturais do sistema de saúde".
Nesse sentido, ele aponta que a saúde pública mantém uma "má governança", devido à falta de planejamento e à gestão "politizada" nas mãos de gerentes nomeados com base na afinidade política.
ESTATUTO DA ESTRUTURA
Com relação ao debate sobre a elaboração de um novo Estatuto Marco, a Federação aponta que alguns sindicatos empresariais e associações médicas estão tentando obter seu próprio estatuto e blindar a dedicação público-privada.
Além disso, afirma que a inquietação profissional em relação às más condições de trabalho tem sido usada pelos sindicatos médicos corporativos para convocar repetidas greves contra o novo estatuto. "Apesar do apoio do setor privado, da mídia simpática, dos partidos conservadores e do uso sistemático de informações falsas, eles não tiveram a magnitude necessária para desestabilizar a situação", acrescenta.
Por sua vez, ele enfatiza que os sindicatos de classe têm como objetivo melhorar as condições de trabalho e os salários de todos os funcionários e, por sua vez, "os serviços autônomos de saúde transformaram o Conselho Interterritorial em um palco de confronto partidário ineficaz".
TRIAGEM E HOSPITAL TORREJÓN
Ele também lembra as irregularidades no sistema de saúde da Andaluzia no Programa de Detecção Precoce do Câncer de Mama, bem como a transferência de fundos para o setor privado. Na Comunidade de Madri, ele critica a "manipulação e os atrasos" no tratamento de pacientes no Hospital Torrejón, administrado pelo setor privado, para melhorar seus lucros, o que "mostra os desastres da privatização".
Nesse contexto, ele ressalta que o Ministério da Saúde anunciou a revogação da Lei 15/97 sobre Novas Formas de Gestão, que abriu o caminho legal para a privatização de centros e serviços públicos de saúde. "É de se esperar que haja um grande debate sobre essa lei, cujo resultado terá um grande impacto sobre o futuro do sistema público", diz ele.
MAIS MOBILIZAÇÕES CONTRA A PRIVATIZAÇÃO
Como ponto positivo, ele enfatiza que, como resultado do crescente descontentamento social com a deterioração da assistência médica (listas de espera ou barreiras de acesso aos CP), numerosas plataformas em defesa da saúde pública estão se espalhando e se consolidando em todo o Estado, que convocaram grandes manifestações em Madri, Andaluzia, Galícia, Aragão, Castela e Leão e Múrcia, que "mostram o descontentamento da população com os cortes, com o desmantelamento e a privatização da assistência médica pública".
A FADSP está pedindo um aumento nas mobilizações sociais e profissionais contra a "privatização" e o "desmantelamento" do NHS e a consolidação de um "grande movimento unido" de plataformas, sindicatos e forças políticas em toda a Espanha.
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