Publicado 07/05/2026 06:19

A FADSP considera imprescindível uma resposta sanitária coordenada e rigorosa diante do surto de hantavírus

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MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -

A Federação de Associações para a Defesa da Saúde Pública (FADSP) considerou “indispensável” transmitir uma mensagem de rigor, transparência e responsabilidade sanitária diante da situação gerada pelo surto de hantavírus detectado no cruzeiro “MV Hondius”, além de manter uma coordenação adequada entre a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e as diversas autoridades internacionais.

O surgimento de vários casos suspeitos e confirmados, com mortes e pacientes em estado grave, evidenciou, segundo a federação, a importância de se dispor de “sistemas públicos de saúde sólidos, coordenados e com capacidade de resposta rápida a emergências epidemiológicas internacionais”.

A FADSP quis salientar que a gestão desse tipo de situação deve basear-se “exclusivamente em critérios científicos e de saúde pública”, evitando alarmismo, boatos ou o uso político da emergência sanitária.

Além disso, eles enfatizaram que a cooperação internacional e a coordenação entre órgãos de saúde são “essenciais para proteger tanto as pessoas afetadas quanto a população em geral”, pelo que é fundamental reforçar os sistemas de vigilância epidemiológica, saúde pública e saúde internacional.

Nesse sentido, a Agência Estatal de Saúde Pública, criada recentemente, deve servir para fortalecer a capacidade do Estado de “antecipar, coordenar e responder a ameaças sanitárias emergentes”, dotando-a de recursos suficientes, independência técnica e capacidade operacional real.

A pandemia da COVID-19 já evidenciou as “fraquezas estruturais existentes” na saúde pública, na epidemiologia e na coordenação territorial, lições que, nas palavras da FADSP, “não podem ser ignoradas novamente”.

Por isso, a assistência à saúde e as medidas de isolamento ou acompanhamento devem ser garantidas com base no “respeito aos direitos humanos e sob protocolos claros e transparentes”.

As informações disponíveis até o momento, conforme lembrado pela FADSP, indicam que o risco de transmissão comunitária é baixo e que as autoridades sanitárias mantêm ativos os mecanismos de controle e acompanhamento estabelecidos pela OMS e pelo Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças.

A FADSP destacou, por sua vez, que o hantavírus é uma doença zoonótica pouco frequente, cujo contágio habitual ocorre por contato com excrementos ou secreções de roedores infectados, sendo “muito limitada” a transmissão entre pessoas em determinadas variantes específicas do vírus.

Por esse motivo, fizeram um apelo à população para que siga “apenas as recomendações oficiais das autoridades sanitárias e evite a divulgação de mensagens alarmistas sem base científica”.

Essa situação volta a colocar em evidência a necessidade de fortalecer a Saúde Pública como “eixo estratégico do sistema de saúde”, aumentando o investimento em prevenção, vigilância epidemiológica, pesquisa e coordenação internacional diante de riscos sanitários emergentes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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