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MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -
A Federação de Associações para a Defesa da Saúde Pública (FADSP) clama por um “compromisso político urgente” para salvar a Atenção Primária, uma vez que “ela demonstrou contribuir para uma maior expectativa de vida e menores taxas de mortalidade, melhorar o controle das doenças crônicas, reduzir os custos globais do sistema e evitar hospitalizações desnecessárias”.
Por ocasião do Dia Internacional da Atenção Primária, comemorado neste domingo, 12 de abril, a Federação alerta que “muitos centros de saúde estão sobrecarregados e carecem de pessoal suficiente. Outros fecharam, especialmente nas áreas rurais, ou funcionam a meio gás”.
Diante dessa situação, lamenta que, “em algumas comunidades autônomas, esteja-se recorrendo até mesmo à contratação de profissionais sem formação especializada em Atenção Primária, colocando em risco o modelo e deteriorando a qualidade da assistência”.
“A Atenção Primária sofre uma crise estrutural provocada pela crescente pressão assistencial, pela falta crônica de pessoal, pela precariedade laboral e pelas desigualdades territoriais. Tudo isso leva à deterioração progressiva dos serviços e ao esgotamento profissional. A causa fundamental é conhecida: cortes, desinvestimento, ausência de políticas decididas e má planejamento”, continua.
Por isso, pede o aumento dos recursos destinados à Atenção Primária até atingir 25% do orçamento da saúde; garantir a acessibilidade, a longitudinalidade e a continuidade do atendimento; garantir a equidade por meio da alocação de recursos de acordo com as necessidades, bem como a universalidade efetiva; adequar a política de recursos humanos, aumentando o quadro de funcionários e adaptando-o às necessidades atuais, e combater a medicalização e a iatrogenia, generalizando estratégias de desmedicalização no uso de medicamentos e exames diagnósticos.
Além disso, solicita o desenvolvimento de um modelo integrado de atendimento às pessoas, impulsionando processos colaborativos que garantam o atendimento integral e a comunicação eficiente entre os níveis de assistência; reorientar a Atenção Primária para a saúde e não apenas para a doença, desenvolvendo estratégias de saúde comunitária; profissionalizar, qualificar e integrar o pessoal administrativo da saúde nas equipes de Atenção Primária como um perfil indispensável; impulsionar uma política de pessoal incentivadora para todos os trabalhadores da Atenção Primária e assegurar uma formação de qualidade, garantindo a formação continuada a todas as equipes.
Por fim, solicita que se avaliem as inovações implementadas nos centros de saúde nos últimos anos, especialmente os sistemas de agendamento prévio e triagem da demanda; e que se dedique atenção especial aos problemas de saúde mental e à assistência aos idosos, a partir de modelos transversais, multidisciplinares e orientados para a prevenção e a promoção de estilos de vida saudáveis.
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