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MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -
A Fad Juventud rejeita a normalização de que a resposta ao sofrimento emocional do adolescente seja a medicação e nos lembra que "antes de recorrer aos medicamentos, é necessário garantir espaços de escuta, prevenção e atendimento coletivo que abordem o sofrimento a partir de uma perspectiva integral".
Por ocasião do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, a Fad Juventud alerta que, de acordo com a última edição da pesquisa ESTUDES, um em cada cinco estudantes de 14 a 18 anos na Espanha (19,6%) já usou hipnossedativos em algum momento de suas vidas, 14,8% o fizeram no último ano e 8,2% nos últimos 30 dias.
Em sua opinião, esses dados não são pontuais e "refletem uma tendência crescente e sustentada ao longo do tempo". E o que mais os preocupa é que, em muitos casos, não há acompanhamento contínuo ou alternativas terapêuticas paralelas. "O que deveria ser um recurso pontual torna-se um mecanismo automático para acalmar a ansiedade, a insônia ou a tristeza", alertam.
"Devemos refletir como profissionais, como pais e como sociedade em geral se o aumento da dispensação de hipnosedativos deve ser a principal medida para tratar sempre o sofrimento emocional do adolescente", diz Beatriz Martín Padura, diretora geral da Fad Juventud.
"Talvez, antes de medicar, em alguns casos, seja necessário oferecer estruturas de apoio emocional acessíveis, espaços de escuta, prevenção e atendimento coletivo. Não seria aconselhável para nossa saúde coletiva que a medicação - e ainda mais a automedicação sem receita - fosse uma saída rápida para problemas muito mais complexos, ou uma forma de silenciar os sintomas", acrescenta.
The Fad não pretende questionar o uso médico desses medicamentos, mas sim seu uso como "a única resposta" ao desconforto emocional e aos problemas de saúde mental, "em muitos casos sem apoio psicológico ou espaços para falar sobre o que dói ou causa desconforto". "O excesso de medicação não é uma falha individual, mas o reflexo de um modelo de saúde que continua deixando de lado a prevenção, a escuta, a educação emocional e a atenção às causas sociais do desconforto", conclui.
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