Publicado 28/04/2026 13:13

A FACME exige que a reforma da Lei de Proteção ao Paciente (LOPS) estabeleça que a direção clínica do processo de atendimento deve c

Archivo - Arquivo - Uma médica e um médico.
BYRYO/ISTOCK - Arquivo

MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -

A Federação das Associações Científicas Médicas Espanholas (FACME) apresentou suas alegações à reforma da Lei de Ordenação das Profissões da Saúde (LOPS), por meio da qual exigiu que se determine que a direção clínica do processo assistencial deve recair sobre o médico, o profissional com responsabilidade legal pelo diagnóstico, pelo estabelecimento do plano terapêutico e pelo acompanhamento integral do paciente.

Em suas contribuições para a consulta pública deste anteprojeto de alteração da Lei 44/2003, solicitou que este inclua uma referência clara ao ato médico como elemento central e estruturante do sistema de saúde. Este ato integra a avaliação global do paciente, a capacidade de julgamento clínico, a relação médico-paciente, a implementação do plano de tratamento e o acompanhamento integral do mesmo, com decisões tomadas sob critérios científicos, éticos e de proporcionalidade e sob a responsabilidade legal do médico especialista.

Assim, a FACME manifestou que a regulamentação deve abordar a coordenação e a liderança da equipe multidisciplinar de atendimento ao paciente, pelo que deve ser expressamente incluída a figura do médico responsável como garante da unidade de diagnóstico e tratamento. Nos processos de assistência que incluam atos médicos, a equipe multidisciplinar deve atuar sob a liderança do médico responsável, que assume a responsabilidade final pelo plano clínico integral, sem prejuízo da autonomia de cada profissional no exercício de suas competências específicas.

Nesse contexto, afirmou que, em um processo de assistência que inclua atos médicos — diagnóstico, informação ao paciente, estabelecimento do plano de tratamento e suas modificações, realização de exames invasivos, cirurgia... —, a equipe multidisciplinar deve necessariamente agir sob a liderança ou autoridade do médico responsável pelo paciente. De fato, declarou que deve ser garantida a unidade diagnóstica e terapêutica, estabelecendo claramente que a autonomia profissional não implica agir com independência de critério em relação ao plano clínico integral, sendo o médico responsável o garante dessa coerência.

SISTEMA DE RECERTIFICAÇÃO DOS MÉDICOS ESPECIALISTAS

Além disso, reivindicou que essa reforma contemple expressamente o desenvolvimento de um sistema de recertificação dos médicos especialistas de acordo com o modelo já elaborado pela própria Federação, que cria um marco comum para todas as especialidades médicas. Esse modelo baseia-se na avaliação de competências pelas sociedades científico-médicas, que se tornam atores-chave para o estabelecimento e a avaliação das competências específicas de cada especialidade.

Dessa forma, a FACME indicou que a avaliação científica e clínica caberia às sociedades de cada especialidade médica, enquanto a Organização Médica Colegial (OMC) creditaria o cumprimento deontológico por meio da Validação Periódica da Colegialidade (VPC). Assim, com ambas as avaliações, o Ministério da Saúde emitiria a certificação correspondente.

Em sua opinião, este seria um modelo voltado para oferecer garantia pública aos pacientes de que cada médico especialista mantém seus conhecimentos atualizados ao longo de toda a sua carreira profissional, em consonância com as exigências europeias estabelecidas na Diretiva 2013/55/UE e com o objetivo de reforçar a qualidade da assistência e a confiança dos usuários do sistema de saúde.

Por outro lado, essas alegações incluem a defesa de que o novo marco normativo classifique as profissões colocando o foco exclusivamente nas competências e responsabilidades de cada profissão da área da saúde, e não nos níveis acadêmicos alcançados. Em contrapartida, acrescentam que enquadrar os profissionais da saúde em função de seu grau acadêmico geraria confusão em termos de competências e não refletiria adequadamente as funções e responsabilidades próprias de cada profissão.

Para concluir, a FACME afirmou que é necessário reconhecer o trabalho realizado pelas sociedades científico-médicas na formação continuada de cada especialidade, no estabelecimento de padrões de qualidade assistencial e na avaliação dos resultados de saúde, destacando seu papel na avaliação e certificação periódica dos médicos especialistas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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