Publicado 30/04/2026 10:05

A FACME defende a realização de um exame de competências médicas no âmbito do atual processo de reconhecimento de diplomas de países

Imagem da apresentação da proposta da OMC.
FACME

MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -

A Federação das Associações Científicas Médicas Espanholas (FACME) manifestou sua preocupação com a homologação de mais de 30.000 diplomas de medicina de países terceiros até o ano de 2025 e apoia a iniciativa da Organização Médica Colegial (OMC) de incorporar uma avaliação adicional de competências clínicas para esses médicos antes de sua inscrição na ordem.

A federação considera necessário reforçar o atual sistema de homologação de diplomas extracomunitários para garantir a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes, e exigir uma avaliação de competências clínicas, idioma e prática supervisionada, como já é exigido em outros países da União Europeia (UE). Por isso, coloca à disposição das instituições a capacidade técnica das sociedades científicas-médicas para a concepção e desenvolvimento dessa avaliação.

Atualmente, a homologação do diploma de Medicina consiste apenas na revisão documental realizada pelo Ministério da Ciência, Inovação e Universidades. “A proposta da OMC de incluir a avaliação adicional de competências clínicas antes da inscrição na ordem dos médicos representa um aval ao cumprimento dos padrões de qualidade necessários em uma profissão regulamentada como a medicina e seguiria o modelo garantista já aplicado por países como a Alemanha ou a França, com um exame semelhante”, indicam na FACME.

A proposta prevê que todos os médicos cuja formação tenha sido realizada fora da UE, independentemente de sua nacionalidade, deverão demonstrar suas capacidades em um exame oral-prático que avalia as competências por meio de estações clínicas simuladas com cenários padronizados e avaliadores treinados. Os profissionais que não forem aprovados nesse exame não poderão exercer de forma autônoma nem ocupar vagas no setor público ou privado.

A FACME alerta, igualmente, para o risco de que o aumento das homologações resulte na contratação de médicos sem a especialidade correspondente para desempenhar funções próprias de especialistas. A federação reitera sua oposição a essa prática, especialmente em áreas como Medicina Familiar e Comunitária e Pediatria.

Em consonância com a rejeição já manifestada pelas sociedades de Medicina Familiar e Pediatria, bem como pelo Fórum de Médicos de Atenção Primária, a FACME ressalta que essas contratações carecem de base legal e comprometem a segurança do paciente, além de terem implicações negativas a médio e longo prazo para o sistema de saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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