MÉRIDA 30 jul. (EUROPA PRESS) -
A ministra regional da Saúde e Serviços Sociais da Extremadura, Sara García Espada, reafirmou que "não será cúmplice do engano que o Ministério está tentando pregar nos profissionais de saúde da Extremadura, aprovando uma reforma do estatuto-quadro sem nenhuma dotação na PGE", por ocasião da reunião desta quarta-feira em Madri da Comissão de Recursos Humanos do Sistema Nacional de Saúde, onde foi discutida a proposta de reforma do Estatuto-Quadro do pessoal de saúde.
A reunião, convocada pelo Ministério da Saúde, contou com a presença do Ministro Regional da Saúde e Serviços Sociais do Governo Regional da Extremadura e do Diretor de Recursos Humanos da SES, José Antonio Bote, juntamente com o restante dos representantes regionais.
O único item da agenda foi a reforma do Estatuto do pessoal estatutário dos serviços de saúde, que não foi abordado devido à "recusa unânime das comunidades autônomas em avançar sem ter concluído previamente o estudo técnico do texto", de acordo com a Junta de Extremadura em um comunicado à imprensa.
Em vista dessa situação, o ministro concordou com a solicitação das regiões autônomas e anunciou a convocação de uma reunião técnica em setembro para analisar o documento antes de continuar com o debate em nível político.
Sara García Espada disse que o Governo Regional da Extremadura considera "apropriado atualizar" o Estatuto, mas sempre de forma "séria e rigorosa", algo que, em sua opinião, "é incompatível" com a forma como essa reunião foi conduzida.
A Ministra Regional lamentou que os Diretores Gerais de Recursos Humanos das Comunidades Autônomas não tenham conseguido concluir a análise técnica do texto, apesar de haver um compromisso anterior do próprio Ministério de fazê-lo.
García Espada reiterou o compromisso do Governo da Extremadura com a melhoria das condições de trabalho do pessoal da saúde e pediu consenso, insistindo que qualquer proposta deve ser acompanhada de um financiamento finalista do Orçamento Geral do Estado.
Nesse sentido, ele advertiu que "o Estatuto Marco não pode e não deve se tornar um novo fator de desequilíbrio territorial devido à falta de envolvimento do governo central".
O Ministro Regional reiterou que eles "não serão cúmplices do engano que o Ministério está tentando pregar nos profissionais de saúde da Extremadura", e lembrou que já existem precedentes com o atual governo central de leis aprovadas sem a correspondente dotação orçamentária, o que impede seu desenvolvimento efetivo.
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