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MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) - A exposição crônica ao arsênico aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata, especialmente em suas formas mais avançadas e agressivas, de acordo com uma pesquisa liderada por uma equipe do Centro Nacional de Epidemiologia (CNE) do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII).
O estudo, publicado na revista Environmental Research, analisou a presença desse metalóide tóxico nas unhas dos pés de 813 homens, dos quais 345 eram pacientes com câncer de próstata recentemente diagnosticado e 468 eram pessoas saudáveis que serviram como grupo de controle.
Os resultados mostram que os homens com maiores concentrações de arsênico nas unhas dos pés apresentam quase o dobro do risco de desenvolver câncer de próstata, em comparação com aqueles com níveis mais baixos. De acordo com o estudo, o aumento do risco é ainda maior em tumores mais agressivos, com maior extensão local ou em estágios clínicos mais avançados. Assim, a exposição contínua ao arsênico pode não apenas influenciar o aparecimento da doença, mas também sua progressão para formas mais graves. Por outro lado, não foram encontradas evidências de que a predisposição genética ao câncer de próstata modifique a associação entre a exposição ao arsênico e o risco da doença. RISCO PARA A SAÚDE PÚBLICA
O arsênico está presente naturalmente no meio ambiente, embora também possa ser encontrado na água potável, em determinados alimentos e em algumas atividades industriais. Sabe-se que uma exposição elevada pode aumentar o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, mas seu impacto no câncer de próstata ainda é objeto de debate científico. As conclusões deste estudo reforçam a necessidade de manter e fortalecer a vigilância e o controle do arsênico na água potável, nos alimentos e no meio ambiente, a fim de reduzir a exposição crônica da população.
Segundo as autoras, a redução da exposição a este metalóide poderia contribuir tanto para diminuir a incidência como a gravidade da doença, tendo em conta que o trabalho aponta para uma relação com ambos os parâmetros. Ao atuar como fator de risco independente da predisposição genética, estes resultados sublinham a importância das estratégias de prevenção primária baseadas na proteção ambiental e na equidade na saúde.
O estudo faz parte do projeto MCC-Spain e é liderado pelo CNE do ISCIII, tendo a pesquisadora Esther García-Esquinas como autora principal. Foi realizado em colaboração com um grupo do Centro Nacional de Saúde Ambiental (CNSA) e parte da equipe também faz parte do Consórcio Centro de Investigação Biomédica em Rede (CIBER-ISCIII).
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