NASA/SOLAR DYNAMICS OBSERVATORY
MADRID 2 out. (EUROPA PRESS) -
Está chovendo no Sol e, graças aos pesquisadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí (IfA), finalmente descobrimos o motivo.
Ao contrário da água que cai do céu sobre a Terra, a chuva solar ocorre na coroa solar, uma região de plasma superaquecido na superfície do Sol. Essa chuva consiste em massas de plasma mais frias e mais densas que caem de volta após se formarem no alto da coroa. Durante décadas, os cientistas se esforçaram para explicar como essa chuva se forma tão rapidamente durante as explosões solares.
Esse mistério foi desvendado por Luke Benavitz, um estudante de pós-graduação do primeiro ano do IfA, e pelo astrônomo do IfA Jeffrey Reep. Seu trabalho, publicado no Astrophysical Journal, acrescenta uma peça que faltava a décadas de modelagem solar.
"Atualmente, os modelos pressupõem que a distribuição de vários elementos na coroa é constante no espaço e no tempo, o que claramente não é o caso", disse Benavitz. Ao permitir que elementos como o ferro mudem com o tempo, os modelos finalmente correspondem ao que de fato observamos no Sol.
A nova descoberta significa que os cientistas solares podem modelar melhor o comportamento do Sol durante as erupções solares, informação que poderia um dia ajudar a prever o clima espacial que afeta nossas vidas diárias.
Os modelos anteriores exigiam aquecimento durante horas ou dias para explicar a chuva coronal; no entanto, as erupções solares podem ocorrer em apenas alguns minutos. O trabalho da equipe do IfA mostra que as mudanças na abundância de elementos podem explicar a rápida formação da chuva.
"Essa descoberta é importante porque nos ajuda a entender como o Sol realmente funciona", disse Reep. "Não podemos ver diretamente o processo de aquecimento, por isso usamos o resfriamento como um substituto. Mas se nossos modelos não trataram as abundâncias corretamente, é provável que o tempo de resfriamento tenha sido superestimado. Talvez tenhamos que começar do zero com o aquecimento coronal, portanto, há muito trabalho novo e empolgante a ser feito."
Essa pesquisa abre as portas para uma gama muito maior de perguntas. Os cientistas agora sabem que a abundância de elementos na atmosfera solar deve mudar com o tempo, desafiando os modelos tradicionais que supunham que ela fosse fixa. Isso significa que a descoberta vai muito além da chuva coronal, levando os pesquisadores a repensar o comportamento das camadas externas do Sol e como a energia se move através de sua atmosfera.
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