MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
Um astrofísico computacional da Universidade da Califórnia em San Diego calculou a massa abaixo da qual os halos de matéria escura nas galáxias não formam estrelas.
Esse trabalho, publicado no The Astrophysical Journal Letters e liderado por Ethan Nadler, foi realizado com base em previsões analíticas da teoria de formação de galáxias e simulações cosmológicas.
Acredita-se que cada galáxia se forma no centro de um halo de matéria escura, uma região de matéria gravitacionalmente ligada que se estende muito além dos limites visíveis de uma galáxia.
As estrelas se formam quando a gravidade dentro dos halos de matéria escura atrai gás, mas os astrofísicos ainda não sabem se os halos de matéria escura existem sem estrelas.
"Historicamente, nossa compreensão da matéria escura tem sido associada ao seu comportamento nas galáxias. A detecção de halos completamente escuros abriria uma nova janela para o estudo do universo", disse Nadler em um comunicado.
ATÉ 10 MILHÕES DE MASSAS SOLARES
Anteriormente, acreditava-se que esse limite para a formação de estrelas estava entre 100 milhões e 1 bilhão de massas solares devido ao resfriamento do hidrogênio atômico. A pesquisa de Nadler mostra que a formação de estrelas pode ocorrer em halos de até 10 milhões de massas solares por meio do resfriamento do hidrogênio molecular.
Com o Observatório Rubin entrando em operação no final deste ano e o Telescópio Espacial James Webb fazendo observações sem precedentes do nosso universo, em breve estarão disponíveis novos dados que testarão essas previsões e revelarão se existem halos completamente escuros. Isso pode ter consequências de longo alcance para a cosmologia e a natureza da matéria escura.
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