Publicado 26/03/2026 11:35

Executivos debatem sobre a governança e o modelo operacional da IA na Spring Edition 2026 do The Game Changers Lab

Edição de Primavera de 2026 do The Game Changers Lab.
THE GAME CHANGERS LAB.

MADRID 26 mar. (Portaltic/EP) -

O Game Changers Lab realizou seu encontro anual Spring Edition 2026 com executivos, com o objetivo de antecipar as principais tendências empresariais e os desafios que a inteligência artificial (IA) representa, incluindo a governança e o modelo operacional dessa tecnologia, a soberania tecnológica e a dependência estratégica.

O encontro reuniu nesta quarta-feira mais de uma centena de líderes em inovação, tecnologia e transformação de algumas das principais empresas do país para debater temas como a governança da IA, a soberania tecnológica, a vantagem competitiva e a qualidade dos dados.

Diante da pergunta sobre o que fazer com o poder que a IA proporciona, lançada pelo diretor executivo do The Game Changers Lab, José Monteiro, o especialista em segurança Pedro Iván Montes respondeu que estamos vivendo uma transformação na forma como as máquinas ajudam as pessoas, passando de um foco na força para a inteligência.

“A tecnologia por si só não tem valor: depende dos princípios que incorporarmos a ela. Por isso, antes que essa adoção acelerada da IA saia do controle, é imprescindível dotá-la de segurança, ética, governança e alinhamento com nossos valores”, acrescentou Montes.

Precisamente, esses são alguns dos desafios abordados no encontro, dividido em quatro dilemas estratégicos que estão definindo a competitividade das empresas em 2026. O primeiro é a escala e a governança da IA, em que se destacou que, embora a maioria das empresas esteja adotando a IA, poucas resolveram como escalá-la de forma controlada.

Nessa linha, os participantes concordaram com a necessidade de definir conceitos como propriedade, governança e modelo operacional em um ambiente marcado pela pressão regulatória. Diante desse tipo de desafio, a conclusão a que se chegou é que a vantagem competitiva surgirá quando se souber operar a IA com critério, focando em casos de uso reais e com uma estratégia clara, sem comprometer o controle.

O segundo eixo girou em torno da soberania tecnológica, e nele concluiu-se que não se trata de uma questão ética, mas de uma decisão estratégica que impacta diretamente na competitividade e na capacidade de garantir o negócio a longo prazo.

Em terceiro lugar, aprofundou-se a discussão sobre a mudança de paradigma provocada pela IA, na qual a vantagem competitiva das empresas já não reside no acesso à tecnologia, mas em como ela é utilizada e integrada na empresa.

Dessa forma, as empresas devem decidir qual parte de sua IA é uma “commodity” e qual é um ativo próprio. Nesse contexto, foi ressaltada a necessidade de adotar a IA com critério para evitar dependências e restrições no modelo de negócios.

Por fim, os participantes debateram sobre os problemas estruturais das organizações, amplificados pela IA. Diante disso, houve consenso de que o desafio está em fortalecer os alicerces sobre os quais a IA é construída: a qualidade dos dados, a solidez da arquitetura e a maturidade cultural da organização.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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