MADRID 26 mar. (Portaltic/EP) -
O Game Changers Lab realizou seu encontro anual Spring Edition 2026 com executivos, com o objetivo de antecipar as principais tendências empresariais e os desafios que a inteligência artificial (IA) representa, incluindo a governança e o modelo operacional dessa tecnologia, a soberania tecnológica e a dependência estratégica.
O encontro reuniu nesta quarta-feira mais de uma centena de líderes em inovação, tecnologia e transformação de algumas das principais empresas do país para debater temas como a governança da IA, a soberania tecnológica, a vantagem competitiva e a qualidade dos dados.
Diante da pergunta sobre o que fazer com o poder que a IA proporciona, lançada pelo diretor executivo do The Game Changers Lab, José Monteiro, o especialista em segurança Pedro Iván Montes respondeu que estamos vivendo uma transformação na forma como as máquinas ajudam as pessoas, passando de um foco na força para a inteligência.
“A tecnologia por si só não tem valor: depende dos princípios que incorporarmos a ela. Por isso, antes que essa adoção acelerada da IA saia do controle, é imprescindível dotá-la de segurança, ética, governança e alinhamento com nossos valores”, acrescentou Montes.
Precisamente, esses são alguns dos desafios abordados no encontro, dividido em quatro dilemas estratégicos que estão definindo a competitividade das empresas em 2026. O primeiro é a escala e a governança da IA, em que se destacou que, embora a maioria das empresas esteja adotando a IA, poucas resolveram como escalá-la de forma controlada.
Nessa linha, os participantes concordaram com a necessidade de definir conceitos como propriedade, governança e modelo operacional em um ambiente marcado pela pressão regulatória. Diante desse tipo de desafio, a conclusão a que se chegou é que a vantagem competitiva surgirá quando se souber operar a IA com critério, focando em casos de uso reais e com uma estratégia clara, sem comprometer o controle.
O segundo eixo girou em torno da soberania tecnológica, e nele concluiu-se que não se trata de uma questão ética, mas de uma decisão estratégica que impacta diretamente na competitividade e na capacidade de garantir o negócio a longo prazo.
Em terceiro lugar, aprofundou-se a discussão sobre a mudança de paradigma provocada pela IA, na qual a vantagem competitiva das empresas já não reside no acesso à tecnologia, mas em como ela é utilizada e integrada na empresa.
Dessa forma, as empresas devem decidir qual parte de sua IA é uma “commodity” e qual é um ativo próprio. Nesse contexto, foi ressaltada a necessidade de adotar a IA com critério para evitar dependências e restrições no modelo de negócios.
Por fim, os participantes debateram sobre os problemas estruturais das organizações, amplificados pela IA. Diante disso, houve consenso de que o desafio está em fortalecer os alicerces sobre os quais a IA é construída: a qualidade dos dados, a solidez da arquitetura e a maturidade cultural da organização.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático