Publicado 24/08/2026 14:20

O excesso de frutose pode enfraquecer as defesas naturais das artérias contra a calcificação, segundo um estudo

O estudo enfoca a frutose presente em bebidas adoçadas e alimentos ultraprocessados

Archivo - Arquivo - Refrigerantes. Bebidas açucaradas
ISTOCK/VICHAILAO - Arquivo

MADRID, 24 ago. (EUROPA PRESS) -

Uma nova pesquisa publicada na revista científica “Molecular Medicine” aponta que o consumo elevado e contínuo de frutose, presente em bebidas açucaradas e em determinados produtos ultraprocessados, pode alterar as defesas naturais das artérias contra a calcificação.

O estudo foi realizado pelo grupo Homeostase Metabólica e Calcificação Vascular do CiMUS da USC e do IDIS, liderado pelo pesquisador principal, o Dr. Ricardo Villa Bellosta.

O processo começa no fígado, um dos principais órgãos responsáveis pela metabolização da frutose. Quando exposto por um longo período a quantidades elevadas desse açúcar, suas mitocôndrias — as estruturas que produzem a energia necessária às células — começam a funcionar menos eficientemente.

Como consequência, diminui a produção de ATP, uma molécula frequentemente descrita como a “moeda energética” do organismo. Mas o ATP não fornece apenas energia. Ele também permite a produção de pirofosfato, uma molécula que circula no sangue e ajuda a impedir que o cálcio e o fosfato formem cristais na parede dos vasos sanguíneos.

O estudo mostra que a exposição prolongada à frutose reduz os níveis de ATP e de pirofosfato. Os pesquisadores constataram, além disso, que, nessas condições, o tecido vascular se calcificava com maior facilidade em laboratório.

“O estudo não comprova que o consumo de frutas provoque calcificação arterial. A fruta inteira contém fibras, água e vitaminas, e possui uma estrutura que faz com que seus açúcares sejam absorvidos de forma mais gradual. A exposição estudada se aproxima mais de uma ingestão elevada e frequente de frutose livre, como a que pode ocorrer com bebidas açucaradas e determinados produtos ultraprocessados”, ressalta Villa-Bellosta.

Até agora, os efeitos cardiovasculares associados ao excesso de frutose eram relacionados principalmente à resistência à insulina, à inflamação, ao ácido úrico e ao estresse oxidativo. Os novos resultados acrescentam mais um elemento: a perda de substâncias que protegem diretamente as artérias contra o acúmulo de minerais.

O estudo contou com financiamento de diferentes órgãos e instituições, entre eles a Agência Estatal de Pesquisa, a Xunta da Galícia e a Sociedade Espanhola de Nefrologia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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