Publicado 12/09/2025 07:43

Exame de sangue pode substituir o ultrassom Doppler em gestações com fetos pequenos

Archivo - Arquivo - Exame de ultrassom de uma mulher grávida.
ALEXRATHS/ISTOCK - Arquivo

MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pelo Hospital Vall d'Hebron, demonstrou que uma análise dos biomarcadores da placenta no sangue poderia substituir o ultrassom Doppler em gestações com fetos pequenos e com risco de complicações, o que evitaria partos induzidos desnecessários e melhoraria os resultados dos recém-nascidos e de suas mães.

O ensaio clínico GRAFD, publicado na revista "Nature Medicine", mostrou como essa medição possibilitaria o manejo desse tipo de gravidez com a "mesma segurança" do ultrassom Doppler, o que implicaria uma mudança de abordagem na tomada de decisões médicas na reta final da gravidez.

"O Doppler tem sido fundamental para o monitoramento fetal nas últimas décadas, especialmente em gestações de risco, mas tem suas limitações: muitas mulheres acabam sendo induzidas ao parto desnecessariamente. Com esse exame de sangue, podemos ser mais precisos e mais prudentes", explicou Mar Gil, pesquisadora da Universidade Francisco de Vitoria e especialista do Hospital Universitário de Torrejón.

Esse exame se baseia na razão entre os biomarcadores placentários sFlt-1 e PlGF, que nos permite determinar se é aconselhável antecipar o parto ou continuar a gestação até 39 ou 40 semanas, e que demonstrou reduzir o número de induções desnecessárias, reduzir as complicações maternas e neonatais e melhorar as condições de nascimento.

Os autores do estudo enfatizaram que, embora 10% das gestações tenham fetos com baixo peso ao nascer após 36 semanas, nem todos estão em risco, mas alguns são "simplesmente pequenos, mas saudáveis", enquanto outros sofrem restrição real de crescimento, com probabilidade de complicações durante e após o parto.

A ANÁLISE PERMITE A TOMADA DE DECISÕES MAIS SEGURAS

"A análise de biomarcadores oferece uma visão mais fisiológica do estado da placenta e do feto. Nesse estágio da gravidez, os biomarcadores nos permitem tomar decisões mais seguras, mais informadas e menos invasivas", disse o Dr. Manel Mendoza, obstetra do Vall d'Hebron Hospital e coordenador do estudo.

Esse teste também reduziu o número de casos de pré-eclâmpsia e hemorragia pós-parto nas mães, maior peso ao nascer, menos internações em unidades de terapia intensiva e menor frequência de partos induzidos antes de 39 semanas.

"Isso significa que muitas mulheres puderam concluir suas gestações sem a necessidade de intervenção precoce, o que melhora o bem-estar neonatal e a experiência do parto (...) É uma questão de intervir somente quando há um motivo real para isso", explicou Marta Lázaro-Rodríguez, obstetra do Hospital Universitário Germans Trias i Pujol e candidata a doutorado nessa linha de pesquisa.

Esse teste também é uma "solução viável" para muitos centros que não dispõem de tecnologia avançada e profissionais especializados, pois pode ser realizado em qualquer laboratório clínico básico.

O estudo envolveu 1.088 mulheres grávidas de 20 hospitais espanhóis, mostrando que essa abordagem representa uma forma de praticar a medicina "mais adaptada" às necessidades de cada gravidez.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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