MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) - Um tribunal da Coreia do Sul condenou nesta sexta-feira o ex-presidente destituído Yoon Suk Yeol a cinco anos de prisão por obstrução à justiça, na primeira das várias sentenças que enfrenta em relação à controversa lei marcial decretada em dezembro de 2024 e que lhe custou o cargo meses depois.
“Durante a investigação, o acusado utilizou funcionários do Serviço Secreto para obstruir a execução legal de uma ordem judicial contra ele por parte da agência investigadora”, sentenciou a 35ª Câmara Penal do Tribunal Distrital Central de Seul, segundo informou a agência coreana Yonhap.
Além disso, também garantiu que Yoon “transformou os funcionários do Serviço Secreto, leais à República da Coreia, em soldados rasos para sua própria segurança e benefício pessoal”, o que classificou como abuso de poder.
Os magistrados afirmaram que “a natureza do crime é muito grave”, aludindo às “circunstâncias que levaram ao crime e aos detalhes específicos do mesmo”, e criticaram que “o acusado inventa constantemente desculpas difíceis de aceitar e não mostra qualquer sinal de reflexão sobre suas faltas”.
Yoon enfrenta vários julgamentos decorrentes da aplicação da lei marcial durante seu mandato, embora o mais destacado seja o caso de insurreição em que a equipe especial de promotores encarregada do caso pediu a pena de morte contra o ex-líder, em um processo judicial cuja decisão está prevista para 19 de fevereiro.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático