Publicado 03/04/2025 10:11

Eurodeputados e especialistas elogiam o setor farmacêutico e a estratégia cardiovascular no âmbito do 'made in Europe'

Novo cenário europeu para a indústria farmacêutica e estratégia cardiovascular a ser discutido em Bruxelas

O eurodeputado socialista Nicolás González Casares e a eurodeputada popular Elena Nevado del Campo durante o debate "Diálogos com a Europa".
BOEHRINGER INGELHEIM

BRUXELAS, 3 abr. (EUROPA PRESS) -

Os eurodeputados espanhóis da área da saúde defenderam o papel de uma indústria farmacêutica que fortaleça a autonomia da UE, em benefício dos pacientes e dos cidadãos europeus, com base no relatório elaborado pelo ex-primeiro-ministro italiano Mario Draghi, que apresenta uma série de recomendações para aumentar a competitividade da indústria europeia em relação a concorrentes como a China e os Estados Unidos.

Foi o que destacaram os eurodeputados Elena Nevado del Campo e Nicolás González Casares durante a quinta edição dos "Diálogos com a Europa", um espaço promovido pela empresa farmacêutica Boehringer Ingelheim para refletir sobre os principais desafios que marcarão o futuro da saúde na UE.

Assim, a primeira mesa redonda do fórum, intitulada "A bússola da competitividade como ferramenta para uma indústria farmacêutica europeia mais competitiva", abordou o futuro do setor e as estratégias para fortalecer sua liderança global.

"A Europa está pronta para enfrentar esse desafio e, é claro, estou convencido de que o cenário é favorável e que venceremos esses desafios de melhorar nossa competitividade em um setor-chave como o farmacêutico", disse Nevado del Campo, que pede que a saúde também faça parte da agenda no atual cenário geopolítico.

Por sua vez, González Casares enfatizou a necessidade de garantir a autonomia estratégica da indústria farmacêutica europeia, reduzindo a dependência de terceiros países na produção de ingredientes ativos e medicamentos essenciais.

Nesse sentido, ambos os eurodeputados concordaram com a importância de desenvolver políticas de investimento que promovam a pesquisa biomédica e facilitem a atração de talentos no setor, ao mesmo tempo em que destacaram a recente reforma da legislação farmacêutica europeia, que busca equilibrar o acesso a medicamentos com incentivos para a indústria.

O debate, dividido em dois painéis temáticos, também contou com a participação de especialistas em saúde, que analisaram os desafios enfrentados pelo setor em um contexto global marcado pela concorrência tecnológica e pela necessidade de garantir o acesso equitativo a tratamentos inovadores.

ESTRATÉGIA EUROPÉIA DE SAÚDE CARDIOVASCULAR

Outra das principais questões abordadas no fórum foi a necessidade de implementar uma Estratégia Europeia de Saúde Cardiovascular ambiciosa e multidimensional, conforme ressaltou o ex-presidente da Organização Mundial do AVC e membro da Aliança para Doenças Não Transmissíveis, Bo Norrving, que defendeu uma abordagem abrangente que englobe prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação, com o objetivo de reduzir pela metade o impacto dessas doenças.

Enquanto isso, o diretor executivo do Global Heart Hub, Neil Johnson, enfatizou que 80% dos 1,8 milhão de mortes anuais relacionadas a doenças cardiovasculares são evitáveis e pediu a promoção de estratégias de detecção precoce, bem como a conscientização sobre a interconexão entre o coração, o fígado, o pâncreas e os rins para um tratamento mais eficaz.

Nesse sentido, a Gerente de Políticas de Prevenção de Doenças Cardiovasculares da Rede Europeia do Coração, Marleen Kestens, destacou o papel da digitalização e da inteligência artificial na melhoria do tratamento e do monitoramento dos pacientes, pois acredita que "as ferramentas digitais e a interconectividade entre os hospitais permitirão que os pacientes monitorem sua própria saúde, proporcionando-lhes maior independência e melhor qualidade de vida".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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