NOTIMEX / SUSANA GIL - Arquivo
MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
Organizações dos Estados Unidos, do México e do Canadá, países que sediarão a Copa do Mundo de Futebol de 2026, lançaram várias campanhas contra a violência de gênero com vistas à realização dos jogos que ocorrerão entre 11 de junho e 19 de julho.
A iniciativa, que busca dar visibilidade e evitar casos de violência sexual durante os eventos esportivos, é liderada por três organizações: a Rede Nacional de Abrigos do México, a organização Abrigos para Mulheres do Canadá e a Rede Nacional para Acabar com a Violência Doméstica dos Estados Unidos.
Todas elas se baseiam em dados registrados, que indicam que, durante grandes competições esportivas internacionais, as ligações telefônicas para números de combate à violência de gênero aumentam significativamente. Esses números podem chegar a ser 30% mais altos durante essas competições e incluem casos de estupro, abuso e assédio, mas também de violência verbal.
Essas campanhas agora colocam o foco nos países-sede da Copa do Mundo, onde os dados históricos indicam que os índices desse tipo de violência são elevados, especialmente em áreas onde já existe, por si só, um alto nível de violência contra as mulheres.
As organizações envolvidas buscam, sob o lema “A violência contra as mulheres não faz parte do jogo”, criar espaços seguros para denúncias e prevenção, além de gerar conscientização e oferecer ajuda especializada.
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