Publicado 04/06/2025 08:44

Estudos do GEICAM reafirmam o valor clínico dos biomarcadores em diferentes subtipos de câncer de mama

Archivo - Arquivo - Câncer de mama, fonendoscópio, médico.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / HIN255 - Arquivo

MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -

O GEICAM Breast Cancer Research Group apresentou novas descobertas que reafirmam a importância dos biomarcadores moleculares e imunológicos para melhorar o tratamento clínico de diferentes subtipos de câncer de mama com opções terapêuticas limitadas e prognóstico desfavorável.

Durante a Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO 2025), o GEICAM apresentou um estudo que revela a possível associação entre a superexpressão do antígeno TROP2 e um prognóstico mais favorável em pacientes com câncer de mama triplo-negativo (TNBC) em estágio inicial.

Um ensaio clínico realizado em 70 pacientes com esse tipo de câncer sugere que a expressão elevada de TROP2, uma proteína envolvida na proliferação celular e na metástase, está associada a um melhor prognóstico clínico em termos de sobrevida livre de recidiva distante, sobrevida livre de doença e sobrevida geral.

Essa descoberta reforça a possível utilidade da TROP2 como biomarcador de prognóstico e também pode ajudar a identificar os pacientes que se beneficiariam de uma abordagem terapêutica mais personalizada em estágios anteriores da doença.

CÂNCER DE MAMA METASTÁTICO

A GEICAM também apresentou os resultados de outro estudo clínico de fase III realizado em pacientes com câncer de mama metastático HER2-negativo e receptor hormonal positivo (RH+/HER2-), o subtipo mais comum, para testar o valor prognóstico e preditivo da timidina quinase 1 (TK1), um biomarcador relacionado à proliferação do tumor.

Os pesquisadores analisaram a atividade da enzima TK1 (TKa) por biópsia líquida usando a tecnologia "DiviTum" em amostras de plasma obtidas antes e durante o tratamento. O objetivo era determinar a capacidade da TKa de prever a eficácia das terapias administradas e sua correlação com a sobrevida livre de progressão e a sobrevida global.

Eles observaram que as pacientes tratadas com terapia endócrina (TE) em combinação com palbociclib, que apresentavam baixos níveis de TKa antes e durante o tratamento, tinham maior probabilidade de se beneficiar em termos de sobrevida livre de progressão. No grupo de quimioterapia, os baixos níveis de TKa antes do tratamento foram associados a uma melhor sobrevida livre de progressão e sobrevida global.

Assim, eles descobriram que o TKa poderia ser usado como um biomarcador de prognóstico e facilitar decisões de tratamento mais precisas e personalizadas. Esse biomarcador permite a identificação do risco potencial de recidiva da doença de forma não invasiva em um subgrupo de pacientes em que até 30% apresentam rápida progressão da doença.

CÂNCER DE MAMA DURANTE A GRAVIDEZ E A LACTAÇÃO

O GEICAM também apresentou dados de um estudo sobre o perfil molecular e imunológico do câncer de mama associado à gravidez (PABC), uma forma mais agressiva da doença usual que afeta mulheres jovens e tem um risco maior de metástase e pior prognóstico.

Uma análise genética de 106 tumores de pacientes, juntamente com uma análise complementar que identifica as populações de células imunológicas, revelou que esse tipo de câncer tem um ambiente imunológico particularmente ativo, caracterizado por uma alta infiltração de CD8 e células T reguladoras. Isso abre a porta para considerar a imunoterapia como uma opção terapêutica nesses casos.

Os resultados também confirmam que os tumores CMAE são caracterizados por uma maior agressividade e um alto risco de desenvolver metástases. Além disso, a caracterização do microambiente do tumor, dependendo do momento do diagnóstico, poderia ajudar a personalizar o tratamento, especialmente em mulheres jovens.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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