Publicado 15/04/2026 06:45

Estudo revela que mais de 95% das espécies procarióticas possuem pelo menos um gene capaz de degradar plásticos

Representação esquemática de bactérias que produzem uma enzima capaz de degradar um polímero plástico
UAB

BARCELONA 15 abr. (EUROPA PRESS) -

Um estudo realizado por pesquisadores da Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), da La Salle-URL, da Universidade de Turku (UTU, Finlândia) e do Institute of Science Tokyo (IST, Japão) mostra que mais de 95% das espécies procarióticas contêm pelo menos um gene capaz de degradar polímeros plásticos naturais ou sintéticos.

O projeto MicroWorld, no qual se insere o estudo, criou o “recurso mais completo até o momento sobre a biodegradação microbiana de plásticos”: os Plastic-Degrading Clusters of Orthologous Groups (PDCOG), um banco de dados com 625.616 proteínas potencialmente degradadoras de plástico, classificadas em 51 grupos ortólogos, informa a UAB em um comunicado nesta quarta-feira.

Os PDCOG agrupam proteínas relacionadas à degradação de 11 polímeros naturais e 28 sintéticos; e a distribuição global desses polímeros em 23 tipos de ambientes mostra que o potencial de biodegradação é “fortemente influenciado pelas condições ecológicas locais”.

Alguns habitats, como os solos ou os ecossistemas endolíticos, apresentam um “notável” enriquecimento em enzimas degradadoras, o que sugere processos de adaptação ecológica local.

O coautor do artigo, Kari Saikkonen (UTU), destaca que a capacidade microbiana de degradar plásticos “não é apenas ampla, mas está claramente moldada pelo ambiente”.

Esses resultados mostram como a adaptação microbiana pode inspirar novas soluções tecnológicas, e os pesquisadores afirmam que identificar quais enzimas prosperam em determinados habitats e sob pressões ecológicas específicas “fornece uma orientação para projetar materiais e tecnologias otimizados para as condições ambientais locais”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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