BARCELONA 15 abr. (EUROPA PRESS) -
Um estudo realizado por pesquisadores da Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), da La Salle-URL, da Universidade de Turku (UTU, Finlândia) e do Institute of Science Tokyo (IST, Japão) mostra que mais de 95% das espécies procarióticas contêm pelo menos um gene capaz de degradar polímeros plásticos naturais ou sintéticos.
O projeto MicroWorld, no qual se insere o estudo, criou o “recurso mais completo até o momento sobre a biodegradação microbiana de plásticos”: os Plastic-Degrading Clusters of Orthologous Groups (PDCOG), um banco de dados com 625.616 proteínas potencialmente degradadoras de plástico, classificadas em 51 grupos ortólogos, informa a UAB em um comunicado nesta quarta-feira.
Os PDCOG agrupam proteínas relacionadas à degradação de 11 polímeros naturais e 28 sintéticos; e a distribuição global desses polímeros em 23 tipos de ambientes mostra que o potencial de biodegradação é “fortemente influenciado pelas condições ecológicas locais”.
Alguns habitats, como os solos ou os ecossistemas endolíticos, apresentam um “notável” enriquecimento em enzimas degradadoras, o que sugere processos de adaptação ecológica local.
O coautor do artigo, Kari Saikkonen (UTU), destaca que a capacidade microbiana de degradar plásticos “não é apenas ampla, mas está claramente moldada pelo ambiente”.
Esses resultados mostram como a adaptação microbiana pode inspirar novas soluções tecnológicas, e os pesquisadores afirmam que identificar quais enzimas prosperam em determinados habitats e sob pressões ecológicas específicas “fornece uma orientação para projetar materiais e tecnologias otimizados para as condições ambientais locais”.
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