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A romã é praticamente a única fonte relevante de punicalaginas na dieta.
MADRID, 5 jan. (EUROPA PRESS) -
A suplementação com extrato de romã, rico em punicalagina - um potente polifenol com efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios - melhora o desempenho máximo de ciclistas treinados após um exaustivo teste de resistência.
Isso está de acordo com um estudo conduzido pela Universidade Católica de Murcia e publicado na revista "Nutrients". A pesquisa, realizada em um ensaio clínico randomizado e controlado, envolveu ciclistas amadores que realizavam atividade física aeróbica regular e periódica por um longo período de tempo.
Os resultados mostraram que os atletas que consumiram extrato de romã com alto teor de punicalagina apresentaram menos fadiga e melhor desempenho pós-exercício em comparação com o grupo de controle.
De acordo com Javier López, professor de Ciências da Saúde e diretor da Cátedra de Fisiologia do Exercício da Universidade Católica de Murcia, a punicalagina pertence ao grande grupo de polifenóis, compostos antioxidantes naturais presentes nas plantas. "Eles são um grupo muito específico de polifenóis com propriedades específicas que foram estudadas e que mostram evidências científicas moderadas, mas claras, em determinadas áreas da saúde", explica López.
O pesquisador ressalta que as plantas geram antioxidantes como um mecanismo de defesa contra a radiação solar. Por esse motivo, esses compostos se concentram principalmente nas partes externas da fruta, como a casca. No caso da romã, a casca é particularmente rica em punicalagina, embora eles também estejam presentes dentro da própria fruta. "A romã é praticamente a única fonte relevante de punicalaginas na dieta", enfatiza.
EXTRATO DE ROMÃ
O estudo baseia-se no consumo de extrato de romã com alto teor de punicalagina, que apresenta uma vantagem nutricional. "Estamos falando de extratos naturais, nos quais a punicalagina é o componente mais importante", diz o pesquisador. Esses extratos possibilitam a concentração dos ingredientes ativos da fruta em quantidades que seriam praticamente impossíveis de serem consumidas por meio da ingestão regular de romã fresca.
"Para obter uma quantidade de punicalaginas com efeito biológico relevante, seria necessário consumir quilos e quilos de romã", explica. "O extrato permite concentrar esses ingredientes ativos e tomá-los na forma nutracêutica, geralmente em cápsulas, de maneira prática e segura.
O estudo concentrou-se em ciclistas, um modelo ideal de esporte aeróbico de longa duração e intensidade moderada-alta. Esse tipo de exercício gera uma alta carga oxidativa e processos inflamatórios musculares, fatores diretamente relacionados ao início da fadiga e à diminuição do desempenho.
"Sabíamos que a punicalagina tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Nossa pergunta era clara: podemos reduzir a fadiga após exercícios prolongados? A resposta do estudo foi sim", diz López.
Os ciclistas que tomaram suplemento com extrato de romã com alto teor de punicalagina apresentaram melhor capacidade de desempenho após o esforço, o que sugere uma recuperação mais eficaz e uma melhor preparação para as sessões de treinamento subsequentes.
Embora os resultados sejam promissores, o pesquisador é cauteloso. "Em esportes aeróbicos de longa duração, como ciclismo, maratona ou esqui cross-country, o efeito é claramente positivo", diz ele. No entanto, ele adverte que seria imprudente extrapolar isso para outras modalidades esportivas que não foram estudadas.
PREVENÇÃO PARA UMA VIDA SAUDÁVEL
Além do esporte, a punicalagina demonstrou benefícios em parâmetros como pressão arterial, perfil lipídico e função endotelial, sempre em um contexto preventivo. "Não estamos falando de curar doenças ou substituir medicamentos", enfatiza López. "Os extratos de romã com alto teor de punicalagina são posicionados na prevenção e nas fases iniciais, sempre acompanhados de hábitos de vida saudáveis, dieta, exercícios, etc.", acrescentou.
Um dos grandes pontos fortes dos extratos de romã com alto teor de punicalagina é seu perfil de segurança. "Eles praticamente não têm efeitos colaterais", ressalta ele, "e isso os torna uma ferramenta interessante para retardar ou complementar o uso de medicamentos em determinadas situações", medicamentos que teriam algum tipo de efeito colateral.
O pesquisador conclui ressaltando a importância da continuidade da pesquisa e da comunicação rigorosa. "A punicalagina tem evidências científicas moderadas, mas reais. Nossa equipe está convencida de que ele funciona, e os sentimentos dos atletas no estudo foram muito positivos.
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