Publicado 07/01/2026 11:10

Estudo conduzido pela UC revela como os dinossauros corriam depois de analisar suas pegadas

O pesquisador Ignacio Díaz Martínez, do Departamento de Ciências da Terra e Física da Matéria Condensada (CITIMAC) da Universidade de Cantabria (UC), está trabalhando pela primeira vez em um novo projeto de pesquisa.
UC

SANTANDER 7 jan. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe internacional de pesquisa liderada por Ignacio Díaz Martínez, do Departamento de Ciências da Terra e Física da Matéria Condensada (CITIMAC) da Universidade da Cantábria (UC), estudou pegadas fósseis de dinossauros para descobrir como eles corriam.

O trabalho, publicado na revista Scientific Reports, analisa detalhadamente dois vestígios de dinossauros terópodes do Cretáceo Inferior preservados no local de La Torre, em Igea (La Rioja), e revela que a forma tridimensional das pegadas registra diferentes estratégias de corrida e fases de movimento.

As pegadas, impressas há cerca de 120 milhões de anos, pertencem a alguns dos dinossauros carnívoros mais rápidos documentados até o momento. Estudos anteriores já haviam estimado que esses animais atingiam velocidades entre 35 e 40 quilômetros por hora, o que os colocava entre os três mais rápidos conhecidos no mundo, mas o novo trabalho vai além e relaciona essa velocidade extrema à postura do pé, à distribuição de forças e à posição do centro de massa durante a corrida.

Assim, enquanto há alguns anos calculava-se a velocidade com que os dinossauros se moviam, agora foi possível analisar a forma detalhada de cada pegada e verificar que nem todas são impressas da mesma maneira: "algumas marcam apenas os dedos e outras preservam também a parte de trás do pé", explica Díaz Martínez, pesquisador Ramón y Cajal da Universidade de Cantabria e principal autor do estudo.

A análise se concentra em duas pegadas, preservadas na mesma superfície e geradas por terópodes de tamanho e morfologia semelhantes, em condições sedimentares praticamente idênticas. No entanto, uma delas mostra pegadas formadas quase exclusivamente pelas pontas dos dedos dos pés, enquanto a outra preserva impressões mais completas, envolvendo o metatarso. De acordo com a equipe de pesquisa, essa diferença reflete mudanças dinâmicas no comportamento de corrida.

Assim, o pesquisador da UC enfatiza que este é "um dos poucos exemplos no mundo em que podemos observar essas diferenças no mesmo local e em pegadas praticamente contemporâneas".

O estudo é o resultado de uma ampla colaboração internacional, com a participação de pesquisadores de universidades e centros de pesquisa da Espanha, Brasil, Estados Unidos e Argentina, e se baseia em décadas de trabalho de campo na bacia de Cameros, uma das regiões com maior concentração de pegadas de dinossauros do mundo. Somente nessa área de La Rioja, Burgos e Soria, foram documentados mais de 250 sítios e dezenas de milhares de icnitas.

COLABORAÇÃO COM CABÁRCENO

Os resultados também abrem novas linhas de pesquisa experimental, e a equipe da Universidade da Cantábria está trabalhando em um projeto em colaboração com o Parque Natural Cabárceno, onde plataformas de pressão serão usadas para analisar como os animais atuais, como avestruzes, considerados análogos funcionais dos dinossauros terópodes, andam e correm.

"Queremos verificar se as distribuições de pressão que medimos hoje em animais vivos correspondem às que inferimos das pegadas fósseis", explica Díaz Martínez.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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