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MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -
Um novo estudo sobre asma realizado por membros da Sociedade Espanhola de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN) revelou um novo indicador para detectar o mau controle da doença.
Assim, a última edição especial do Journal of Clinical Medicine, dedicada inteiramente à asma, publica um artigo inovador desenvolvido no campo da Atenção Primária por membros do Grupo de Trabalho Respiratório da SEMERGEN.
O artigo, intitulado "Too Much SAMA, Too Many Exacerbations: A Call for Caution in Asthma", foi desenvolvido no âmbito do projeto "SELEIDA" pelo Dr. Fernando M. Navarro, do Centro de Saúde Plaza Segovia, em Valência, e da Clínica SLP, e pelo Dr. José David Maya, do Centro de Saúde Camas, em Sevilha.
De acordo com a SEMERGEN, o projeto 'SELEIDA' introduz uma abordagem transformadora no tratamento de doenças respiratórias. Além disso, garante que essa publicação representa um marco na prática clínica, pois é o primeiro trabalho em todo o mundo a analisar o papel do antagonista muscarínico de curta ação (SAMA) no tratamento da asma, em contraste com o agonista beta-2 de curta ação (SABA), amplamente utilizado, mas cada vez mais questionado.
A Sociedade também destaca que o estudo mostra a relação entre a dispensação de cada cartucho de SAMA e o aumento do risco de exacerbação e identifica um limiar de uso em relação ao controle deficiente da asma: a partir de 2,5 pacotes/ano.
Portanto, eles destacam que esse estudo rompe com a tradição focada exclusivamente no uso de resgate de SABA como indicador de mau controle e abre a porta para usar a prescrição de resgate de SAMA não apenas como um indicador de mau controle, mas também como um indicador de utilização de recursos de saúde e prescrição de corticosteroides orais ou antibióticos.
Os resultados, obtidos em um ambiente real de atendimento primário, fornecem dados diretamente aplicáveis à prática clínica diária, reforçando o papel dos profissionais de atendimento primário na pesquisa e na tomada de decisões terapêuticas baseadas em evidências.
"Com esse trabalho, não apenas propomos uma reflexão crítica sobre o uso tradicional do SABA, mas também abrimos a porta para repensar o conceito de controle da asma a partir de uma perspectiva mais segura e personalizada", afirmam os Drs. Navarro e Maya.
A SEMERGEN ressalta que o estudo destaca uma lacuna clínica e regulatória existente. "Embora as principais diretrizes internacionais sobre asma (GINA, GEMA, NICE) desaconselhem o uso de SABA em monoterapia e tenham estabelecido limiares de risco clínico (=3 embalagens/ano), não há atualmente nenhuma recomendação específica sobre o uso de SAMA, apesar de seu uso frequente na prática diária de saúde", acrescenta a Sociedade.
Os autores propõem que o uso recorrente de SAMA deve ser considerado um indicador de alerta clínico precoce, facilmente quantificável por registros médicos eletrônicos e passível de integração em sistemas automatizados de monitoramento e tomada de decisões.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático