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MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) - Um estudo realizado pelo Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, demonstrou que o estresse durante a gravidez pode afetar o desenvolvimento e a saúde do cérebro do feto; a descoberta pode ser um alvo potencial para uma intervenção precoce em distúrbios do desenvolvimento neurológico infantil.
A pesquisa, dirigida pelo Dr. Brian Kalish, médico da Divisão de Medicina Neonatal do hospital, foi publicada na revista Nature Neuroscience. De acordo com o estudo, as alterações no microbioma e a ativação do sistema imunológico da mãe estão, em muitos casos, associadas a um maior risco de distúrbios no neurodesenvolvimento infantil. As consequências desse eixo intestino-imunológico entre mãe e feto podem ter resultados piores nos cérebros masculinos, e há casos em que uma intervenção precoce poderia ser considerada. Ao contrário de outros estudos realizados com adultos, esta pesquisa se concentra na fase de desenvolvimento cerebral embrionário, momento em que o cérebro é mais vulnerável. “Nosso conjunto de dados captura as interações dinâmicas da sinalização imunológica em um estágio em que o cérebro é altamente vulnerável”, detalhou. Para este estudo, eles usaram o cérebro embrionário de um camundongo durante a metade e o final da gestação e integraram a transcriptômica espacial in situ (MERFISH) com dados de sequenciamento de RNA de células individuais. Assim, eles puderam observar a atividade dos genes, ver as consequências das alterações da imunidade intestinal materna nas respostas do cérebro em desenvolvimento e identificar casos em que havia uma diferenciação neuronal anormal. “Este trabalho amplia nossa compreensão dos fatores ambientais da vida precoce que podem afetar o potencial do desenvolvimento neurológico e fornece informações para possíveis intervenções”, concluiu Kalish.
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