Publicado 21/07/2025 08:27

A estratégia para o câncer de pâncreas propõe a combinação de radioterapia com hipertermia gerada por nanopartículas

Imagem de uma representação de câncer pancreático.
CISC/ISTOCK

MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha informou que está liderando um projeto internacional para desenvolver uma nova estratégia contra o câncer de pâncreas, na qual se pretende combinar radioterapia com hipertermia gerada por nanopartículas.

O objetivo do projeto é combinar radioterapia com hipertermia (tratamento que utiliza calor muito localizado) e nanopartículas. Os resultados esperados podem ajudar a melhorar a qualidade de vida do paciente e reduzir os custos de saúde.

"Vimos que as estratégias individuais já têm um efeito, conhecemos bem os tratamentos e, portanto, acreditamos que combiná-los seria benéfico para esse tipo de tratamento", disse Ana Espinosa, pesquisadora do CSIC no Instituto de Ciência dos Materiais em Madri e coordenadora do projeto.

A cientista do CSIC tem experiência no estudo de tratamentos de câncer baseados em hipertermia, uma terapia que ataca as células tumorais aumentando sua temperatura usando nanopartículas ativadas externamente. No cenário clínico, a hipertermia geralmente acompanha a rádio e a quimioterapia no tratamento do câncer em pacientes. "Seu uso com nanopartículas geradoras de calor (na faixa de um bilionésimo de metro) oferece várias vantagens", diz Espinosa.

Espinosa explica que o câncer de pâncreas é considerado um "tumor imunologicamente frio" porque tem certas características que impedem uma resposta imunológica eficaz contra as células cancerosas. "Esse tipo de câncer tem uma taxa de sobrevivência muito baixa, é muito difícil de tratar", diz o pesquisador, que explica que, por sua natureza, as células cancerosas "se escondem do sistema imunológico e não permitem que os tratamentos sejam eficazes".

Ao contrário dos tumores "quentes", que geralmente apresentam altos níveis de infiltração e resposta das células imunológicas, Espinosa ressalta que "os tumores pancreáticos criam um ambiente hostil que evita a terapia imunológica", diz Espinosa, que explica que esse tipo de tumor cria um "microambiente tumoral hipóxico e imunossupressor (TME)", o que significa que apresenta uma alta resistência à radioterapia.

O projeto, intitulado 'Radiothermal-driven immune activation to tackle pancreatic hypoxic tumors (XPANTHER)', busca integrar a radioterapia hipertérmica com tratamentos inovadores à base de nanopartículas em modelos in vitro.

"Cada elemento contribui de sua própria maneira para atacar o tumor", diz Espinosa. "O objetivo é avançar nos tratamentos baseados em nanopartículas, melhorando as vantagens terapêuticas em relação aos métodos convencionais para um tratamento potencialmente preciso e personalizado do câncer. Para isso, usaremos modelos avançados in vitro que nos permitirão recriar o microambiente do tumor", diz ele.

Além disso, essa pesquisa também explora a caracterização avançada desses sistemas usando espectroscopia de raios X baseada em radiação síncrotron.

FINANCIAMENTO DE 800.000 EUROS

O XPANTHER' conta com um financiamento total de aproximadamente 800.000 euros por meio da rede TRANSCAN-3, que promove a cooperação em pesquisa sobre o câncer em nível europeu e internacional, nesse caso, em pesquisa translacional sobre o câncer. Na Espanha, esse projeto é financiado pelo Instituto de Salud Carlos III e pela Fundación Científica de la Asociación Española Contra el Cáncer (Fundação Científica da Associação Espanhola Contra o Câncer) e pela

Esse projeto liderado pelo ICMM-CSIC envolve entidades da Espanha (CSIC e Instituto de Pesquisa em Saúde do Hospital Clínico San Carlos), França (Institut Curie e Centre National de la Recherche Scientifique e Inserm U1148 Sorbonne Paris Nord University e Avicenne Hospital) e Eslovênia (Slovak Academy of Sciences).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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