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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
A estimulação magnética transcraniana (TMS) alcança taxas de resposta próximas a 50% e de remissão em torno de 30% em pacientes com depressão maior resistente ao tratamento farmacológico, resultados comparáveis aos dos medicamentos mais eficazes disponíveis.
Este é um dos dados mais relevantes apresentados no primeiro “Guia de Prática Clínica na Espanha sobre neuromodulação em psiquiatria”, promovido pela Sociedade Espanhola de Psiquiatria Clínica (SEPC), que reúne mais de uma centena de recomendações destinadas a garantir um uso seguro, eficaz e equitativo dessas técnicas.
O objetivo do guia é organizar um campo em rápida expansão e facilitar sua integração na prática clínica, alinhando a realidade espanhola aos padrões internacionais.
Segundo a SEPC, a neuromodulação, que atua modulando circuitos neuronais por meio de técnicas não invasivas como a TMS ou a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS), tem experimentado um crescimento sustentado em nível internacional e, especialmente, na Espanha nos últimos seis ou sete anos.
Esse avanço, no entanto, não foi acompanhado por critérios homogêneos de aplicação, o que gerou variabilidade entre profissionais, centros e regiões em aspectos como indicações, protocolos ou acesso aos tratamentos.
Nesse contexto, o coordenador científico do guia e representante do grupo internacional responsável por seu desenvolvimento, Juan de Dios Molina, vice-presidente da SEPC, destaca que o documento surge com um objetivo claro: “Oferecer aos pacientes alternativas eficazes e seguras, especialmente àqueles que não respondem aos tratamentos convencionais”, garantindo, ao mesmo tempo, “critérios homogêneos de qualidade e equidade”.
Além disso, ele destacou que o guia “busca consolidar sua integração na prática clínica, alinhando a Espanha com a prática internacional”.
DESVIO DETECTADO ENTRE ALGUMAS RECOMENDAÇÕES NACIONAIS ANTERIORES
Dessa forma, o especialista em Psiquiatria afirma que “um dos elementos-chave que justifica sua elaboração é que, atualmente, existe um descompasso relevante entre algumas recomendações nacionais anteriores e as evidências científicas atuais sobre o uso da TMS — bem como as evidências científicas acumuladas nos últimos anos. Atualmente, há diretrizes internacionais que endossam sua eficácia e segurança, embora com limitações metodológicas”.
A diretriz, conforme descrito por Molina, “adota uma abordagem integral que vai além da mera revisão acadêmica”. “Ela é direcionada tanto a profissionais clínicos quanto a gestores da saúde e responsáveis por políticas públicas, e incorpora aspectos relacionados à eficácia, segurança, custo-efetividade, resultados relatados pelos pacientes e qualidade do atendimento. Na prática, ela estabelece um marco nacional para o uso responsável da neuromodulação, com especial atenção à equidade no acesso e à sustentabilidade do sistema”, explicou ele.
COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS E RESPONSABILIDADES
Um aspecto especialmente destacado é a definição de competências profissionais e responsabilidades. O coordenador do primeiro Guia de Prática Clínica sobre estimulação magnética transcraniana (TMS) e estimulação transcraniana por corrente direta (tDCS) insiste que “a indicação dessas técnicas em patologias psiquiátricas deve caber a médicos com formação adequada, preferencialmente especialistas em Psiquiatria, uma vez que sua aplicação requer uma avaliação clínica completa, seleção adequada de pacientes, acompanhamento de algoritmos terapêuticos e monitoramento dos resultados”.
Paralelamente, o documento alerta para os riscos do uso não supervisionado ou fora da indicação, especialmente em ambientes não hospitalares, e estabelece princípios éticos como o benefício clínico, o consentimento informado, a abordagem centrada na pessoa e a equidade no acesso.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático