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MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -
A especialista em Uroncologia e Cirurgia Robótica, bem como em Diagnóstico e Tratamento Focal do Câncer de Próstata do Serviço de Urologia do Hospital Ruber Internacional, a Dra. Estefanía Linares, destacou que “não existe nenhum alimento nem suplemento que previna especificamente o câncer de próstata”, embora tenha recomendado manter um peso saudável, praticar exercícios físicos e seguir uma alimentação equilibrada.
Por ocasião do Dia Europeu da Saúde da Próstata, comemorado nesta terça-feira, Linares enfatizou a importância de abordar a saúde da próstata por meio da prevenção e do conhecimento do risco individual, mas sem gerar alarme desnecessário.
A especialista alertou que sentir-se bem e não apresentar problemas ao urinar não significa necessariamente que tudo esteja bem com a próstata. O câncer de próstata, especialmente em seus estágios iniciais, pode se desenvolver sem apresentar nenhum sinal de alerta.
“Um dos principais erros é esperar ter sintomas para procurar um médico. Muitas doenças da próstata podem afetar significativamente a qualidade de vida e, além disso, o câncer de próstata em seus estágios iniciais costuma ser assintomático”, explicou ela.
O QUE É PRECISO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO
A especialista afirma que, em homens sem fatores de risco, recomenda-se realizar uma primeira avaliação do antígeno prostático específico (PSA) a partir dos 50 anos. Esse momento pode ser antecipado para os 45 anos quando há histórico familiar relevante e para os 40 anos em portadores de determinadas mutações genéticas, especialmente a BRCA2.
“Cuidar da próstata não significa viver preocupado com o câncer, mas conhecer nosso risco e procurar orientação no momento adequado”, ressalta a urologista, que destaca a importância de prestar atenção a certas alterações urinárias.
Assim, se houver um jato de urina progressivamente mais fraco, dificuldade para iniciar a micção, sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga, urgência urinária ou necessidade de levantar-se repetidamente durante a noite, esses sintomas merecem avaliação quando são persistentes ou afetam a qualidade de vida. Além disso, a presença de sangue na urina, infecções urinárias recorrentes ou retenção urinária exigem uma avaliação específica.
No entanto, apresentar sintomas urinários não significa necessariamente ter câncer de próstata. “A maioria dos sintomas urinários em homens adultos está relacionada a patologias benignas”, esclarece ela.
UM PSA ELEVADO NÃO SIGNIFICA NECESSARIAMENTE CÂNCER
Um dos mitos que ainda persistem é justamente associar o aumento do tamanho da próstata à presença de um tumor. A especialista lembra que a hiperplasia benigna da próstata e o câncer de próstata são doenças diferentes. Elas podem coexistir, mas ter uma próstata aumentada não implica necessariamente ter câncer.
Além disso, ela esclarece que um PSA elevado não significa necessariamente câncer. Esse exame, que é a ferramenta fundamental para avaliar a saúde da próstata, deve ser interpretado dentro do contexto de cada paciente. “O PSA é um marcador da próstata, não um marcador específico de câncer. Ele nos permite estimar o risco e decidir se devemos investigar mais a fundo um paciente, mas um valor isolado nunca estabelece, por si só, o diagnóstico nem a agressividade de um tumor”, explica a médica.
A hiperplasia benigna da próstata, uma inflamação ou infecção prostática, a retenção urinária, certos procedimentos urológicos e até mesmo, de forma transitória, a ejaculação podem causar um aumento do PSA. Por esse motivo, diante de certos aumentos moderados, pode ser preferível confirmar o resultado e analisá-lo juntamente com outros fatores antes de indicar exames mais invasivos.
Um dos principais avanços dos últimos anos foi a incorporação da ressonância magnética da próstata ao processo diagnóstico, pois permite localizar lesões suspeitas antes de realizar uma biópsia e, posteriormente, direcionar as amostras para essas áreas específicas. Dessa forma, melhora-se a capacidade de detectar tumores clinicamente significativos e, em determinados pacientes de baixo risco, é possível evitar biópsias desnecessárias.
“O verdadeiro desafio é identificar precocemente o câncer clinicamente significativo, sem diagnosticar e tratar em excesso tumores indolentes que provavelmente nunca comprometeriam a expectativa de vida do paciente”, afirma a especialista.
Por isso, a vigilância ativa constitui atualmente o tratamento padrão para muitos tumores de baixo risco e pode ser uma alternativa em pacientes cuidadosamente selecionados com câncer de próstata de risco intermediário favorável, sempre dentro de um protocolo rigoroso de acompanhamento.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático