Publicado 25/06/2025 05:36

Esse vilarejo na Espanha vazia tem algo que fascinou Jeff Bezos 14 anos antes de seu casamento com Lauren Sanchez.

Esse vilarejo na Espanha vazia tem algo que fascinou Jeff Bezos 14 anos antes de seu casamento com Lauren Sanchez.
INSTAGRAM / VILLARROEL1960 / FRANVIERSTEIN

MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -

Jeff Bezos pode estar finalizando seu casamento com Lauren Sánchez em algum canto exclusivo de Veneza, mas há um lugar muito mais humilde e desconhecido que deixou sua marca em sua história pessoal há mais de uma década: um pequeno vilarejo castelhano de onde veio seu avô adotivo e que faz parte do que hoje chamamos de Espanha vazia.

Embora se diga com frequência que Bezos tem raízes espanholas, a verdade é que ele não tem ascendência direta pelo sangue. Sua mãe, Jackelin Gise, o teve aos 17 anos de idade em Albuquerque, Novo México, e seu sobrenome atual vem de Miguel Bezos, o homem que o adotou e que ele sempre considerou seu verdadeiro pai. Miguel nasceu em Cuba, mas sua família - os Bezos - era originária da Espanha. Especificamente, de um vilarejo em Valladolid chamado Villafrechós, de onde seu pai, Salvador Bezos, emigrou para a ilha do Caribe na década de 1920, depois de viver lá durante seus primeiros 14 anos.

Essa conexão familiar levou o fundador da Amazon a fazer uma visita discreta a Villafrechós em 2011, acompanhado de sua família e de uma pequena equipe de segurança. Não houve grandes anúncios ou fotos oficiais, mas o gesto ficou gravado na memória da cidade e consolidou uma conexão emocional entre o empresário e esse enclave rural no coração de Castilla y León.

Localizada na região de Tierra de Campos, Villafrechós (Valladolid) é um exemplo claro do despovoamento que afeta grande parte do interior da península. No final do século XIX, ela tinha mais de 1.700 habitantes. Hoje, de acordo com o último censo municipal de 2024, tem apenas 460 habitantes.

UMA HISTÓRIA E UM PATRIMÔNIO MILENARES EM CADA CANTO E RECANTO

Apesar de seu tamanho atual, Villafrechós tem uma longa história que remonta aos tempos pré-históricos. Vestígios arqueológicos em lugares como Zalengas ou El Picón testemunham assentamentos milenares. Durante séculos, foi uma cidade de reis e senhores, e ainda preserva traços desse passado em edifícios como o Mosteiro Real de Santa Clara - fundado em 1406 por Doña Urraca de Guzmán - ou a igreja paroquial de San Cristóbal, que abriga um notável retábulo rococó do século XVIII.

Em suas ruas, ainda é possível ver fachadas antigas com brasões nobres e fontes históricas, como as fontes Caminante ou Zalengas, ligadas a antigos vilarejos que já desapareceram. O bastião do antigo castelo, transformado ao longo do tempo em porões, foi parcialmente restaurado e convertido em um restaurante, integrando a história à vida contemporânea.

TRADIÇÃO, AMÊNDOAS AÇUCARADAS E RITMO SEM PRESSA

A identidade de Villafrechós também é mantida em seus costumes. Festivais como o de Nuestra Señora de Cabo, a cada 8 de setembro, são comemorados com corridas de touros e a singular "Vaca Enmaromada", declarada um espetáculo tradicional pela Junta de Castilla y León. Há também as celebrações de San Isidro, San Antón e Santa Águeda, bem como a peculiar "curiesada", um lanche popular com origens perdidas no tempo.

Em termos de gastronomia, destacam-se os queijos locais e as linguiças artesanais e, acima de tudo, suas famosas amêndoas caramelizadas, uma tradição de mais de 200 anos que ainda está viva graças à família Cubero. Os vegetais orgânicos também são cultivados de acordo com métodos tradicionais.

Villafrechós afirma ser um lugar onde a vida é levada devagar. "Vá sem pressa, mas sem pausa" poderia ser seu lema não oficial. E talvez seja isso o que Bezos mais valorizou quando visitou o vilarejo de seu avô.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado