Publicado 11/06/2025 13:47

Esse é o ancestral mais próximo conhecido dos tiranossauros.

A espécie Khankhuuluu pesava 750 quilos, aproximadamente o tamanho de um cavalo.
JULIUS CSOTONYL

MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -

Paleontólogos identificaram uma nova espécie de dinossauro, Khankhuuluu, descrita como o ancestral mais próximo conhecido dos tiranossauros gigantes.

A nova espécie de tiranossauro teria vivido há 86 milhões de anos e era um predador ágil e de tamanho médio que evoluiu após a extinção de outros grandes dinossauros predadores.

"Essa nova espécie nos permite observar o estágio ascendente da evolução dos tiranossauros, exatamente quando eles estão fazendo a transição de pequenos predadores para sua forma de superpredador", disse Jared Voris, paleontólogo da Universidade de Calgary e autor do estudo, publicado na Nature, em um comunicado.

O PRÍNCIPE DRAGÃO

Khankhuuluu, traduzido do mongol, significa "príncipe dos dragões" ou "o príncipe dragão". O nome denota seu lugar na linhagem dos tiranossauros, pois Khankhuuluu foi o príncipe antes de espécies como o Tyrannosaurus rex, o Tiranossauro rex, o Tiranossauro rei lagarto.

Como o ancestral mais próximo conhecido, o Khankhuuluu compartilha muitas características com seus descendentes tiranossauros, embora não tivesse alguns dos traços mais característicos destes últimos. A nova espécie pesava 750 quilos (aproximadamente o tamanho de um cavalo), o que a torna duas a três vezes menor do que seus enormes descendentes.

O Khankhuuluu tinha pequenos chifres rudimentares que evoluiriam para se tornarem mais visíveis em espécies como o Albertossauro ou o Gorgossauro, usados para exibições de acasalamento ou intimidação. Ele tinha um crânio longo e raso, mostrando que o Khankhuuluu não tinha a capacidade de esmagar ossos do T. rex. A nova espécie pode ser definida como um mesopredador, semelhante aos coiotes, o que significa que usava velocidade e agilidade para abater suas presas.

ENCONTRADO NA MONGÓLIA HÁ 50 ANOS

Os fósseis, encontrados na Formação Bayanshiree, no sudeste da Mongólia, foram estudados na década de 1970 pelo paleontólogo Altangerel Perle. Perle comparou os fósseis com outro tiranossauro de tamanho médio chamado Alectrosaurus da China. Voris viajou para a Mongólia em 2023 para estudar os fósseis no Institute of Palaeontology e logo percebeu que havia características que os diferenciavam do Alectrosaurus.

A descoberta também fornece mais detalhes sobre a evolução dos tiranossauros.

"Khankhuuluu, ou uma espécie intimamente relacionada, teria migrado da Ásia para a América do Norte há cerca de 85 milhões de anos", explica a coautora Darla Zelenitsky, professora em Calgary. "Nosso estudo fornece fortes evidências de que os grandes tiranossauros evoluíram inicialmente na América do Norte como resultado desse evento de migração.

Os resultados do estudo mostram que o movimento dos tiranossauros entre a Ásia e a América do Norte foi menos frequente e esporádico do que se pensava anteriormente. Khankhuuluu é o último ancestral conhecido dos tiranossauros encontrado no registro fóssil asiático.

A pesquisa revela que a nova espécie, ou um de seus parentes, cruzou uma ponte terrestre para a América do Norte, onde evoluiu para o famoso predador de topo, o tiranossauro.

O registro fóssil indica que os tiranossauros eram exclusivos da América do Norte por vários milhões de anos antes de migrarem para a Ásia, onde a linhagem se dividiu em dois grupos. Um grupo se ramificou para se tornar superpredadores ainda maiores, eventualmente evoluindo para o T. rex, e o outro grupo evoluiu para uma espécie de tamanho médio com um focinho longo (denominado "Pinocchio rex").

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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