Publicado 20/02/2026 14:17

A especialização em oncologia permite detectar problemas mais cedo e agir rapidamente.

Uma enfermeira especializada, juntamente com uma estudante de Enfermagem, atendem uma paciente internada na unidade de Oncologia da Clínica Universidade de Navarra.
CLÍNICA UNIVERSIDAD DE NAVARRA

MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) - A enfermeira Cristina Arellano, supervisora da unidade de Onco-Hematologia do Centro Oncológico da Clínica Universitária de Navarra, valorizou a formação em oncologia para enfermeiros, destacando que essa especialização “permite detectar problemas mais cedo e agir rapidamente”.

“Quanto mais cedo uma complicação é identificada, mais cedo se intervém, e isso tem um impacto direto na evolução do paciente”, destacou Arellano, que se dedica há anos à enfermagem oncológica, uma área que combina conhecimentos técnicos avançados com uma presença constante ao lado do paciente.

A enfermeira afirmou que a oncologia mudou profundamente e, atualmente, contempla o uso de imunoterapias, terapias celulares e ensaios clínicos que exigem que os profissionais de enfermagem conheçam com precisão tratamentos complexos, dispositivos específicos e possíveis efeitos colaterais.

Além do aspecto técnico, Arellano afirmou que a enfermeira também é quem passa mais tempo ao lado do paciente e quem mantém um contato mais próximo com a família. “O paciente vê você como sua referência”, observou, acrescentando que a enfermeira é “quem ouve, quem explica, quem representa suas necessidades perante outros profissionais”.

Na oncologia, nem sempre é possível curar, mas é possível cuidar. Parte do trabalho da enfermagem especializada consiste em aliviar sintomas, acompanhar emocionalmente e ajudar a atravessar momentos difíceis com respeito e humanidade. A este respeito, Arellano comentou que é preciso saber acompanhar sem se deixar dominar. “Se uma pessoa cai num buraco e você se joga com ela, não está ajudando. Você tem que se abaixar, dar a mão e ajudá-la a subir”, enfatizou. Para isso, destacou a importância do trabalho em equipe, com uma equipe multidisciplinar que inclua oncologistas, hematologistas, farmacêuticos, psico-oncologistas, especialistas em nutrição e medicina paliativa para facilitar uma coordenação que evite atrasos, reduza incertezas e permita tomar decisões mais adequadas a cada situação.

Por outro lado, Arellano observou que o perfil do paciente oncológico é cada vez mais diversificado, incluindo pessoas de diferentes países, com diferentes culturas e idiomas. A enfermeira especializada desempenha um papel fundamental para que o paciente se sinta compreendido e acompanhado, além das barreiras linguísticas ou culturais. “O cuidado humano funciona mesmo quando você não compartilha o idioma”, destacou.

Nesse contexto, Arellano ressaltou que a formação especializada permite oferecer cuidados mais seguros e personalizados, contribuindo de forma decisiva para melhorar os resultados clínicos e reduzir o sofrimento físico e emocional dos pacientes com câncer.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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