CLÍNICA UNIVERSIDAD DE NAVARRA
MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) - A enfermeira Cristina Arellano, supervisora da unidade de Onco-Hematologia do Centro Oncológico da Clínica Universitária de Navarra, valorizou a formação em oncologia para enfermeiros, destacando que essa especialização “permite detectar problemas mais cedo e agir rapidamente”.
“Quanto mais cedo uma complicação é identificada, mais cedo se intervém, e isso tem um impacto direto na evolução do paciente”, destacou Arellano, que se dedica há anos à enfermagem oncológica, uma área que combina conhecimentos técnicos avançados com uma presença constante ao lado do paciente.
A enfermeira afirmou que a oncologia mudou profundamente e, atualmente, contempla o uso de imunoterapias, terapias celulares e ensaios clínicos que exigem que os profissionais de enfermagem conheçam com precisão tratamentos complexos, dispositivos específicos e possíveis efeitos colaterais.
Além do aspecto técnico, Arellano afirmou que a enfermeira também é quem passa mais tempo ao lado do paciente e quem mantém um contato mais próximo com a família. “O paciente vê você como sua referência”, observou, acrescentando que a enfermeira é “quem ouve, quem explica, quem representa suas necessidades perante outros profissionais”.
Na oncologia, nem sempre é possível curar, mas é possível cuidar. Parte do trabalho da enfermagem especializada consiste em aliviar sintomas, acompanhar emocionalmente e ajudar a atravessar momentos difíceis com respeito e humanidade. A este respeito, Arellano comentou que é preciso saber acompanhar sem se deixar dominar. “Se uma pessoa cai num buraco e você se joga com ela, não está ajudando. Você tem que se abaixar, dar a mão e ajudá-la a subir”, enfatizou. Para isso, destacou a importância do trabalho em equipe, com uma equipe multidisciplinar que inclua oncologistas, hematologistas, farmacêuticos, psico-oncologistas, especialistas em nutrição e medicina paliativa para facilitar uma coordenação que evite atrasos, reduza incertezas e permita tomar decisões mais adequadas a cada situação.
Por outro lado, Arellano observou que o perfil do paciente oncológico é cada vez mais diversificado, incluindo pessoas de diferentes países, com diferentes culturas e idiomas. A enfermeira especializada desempenha um papel fundamental para que o paciente se sinta compreendido e acompanhado, além das barreiras linguísticas ou culturais. “O cuidado humano funciona mesmo quando você não compartilha o idioma”, destacou.
Nesse contexto, Arellano ressaltou que a formação especializada permite oferecer cuidados mais seguros e personalizados, contribuindo de forma decisiva para melhorar os resultados clínicos e reduzir o sofrimento físico e emocional dos pacientes com câncer.
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