Publicado 07/01/2026 10:58

Especialistas pedem que os hospitais implementem procedimentos para garantir um final de vida digno

Archivo - Arquivo - Cuidados paliativos, hospital.
PEXELS - Arquivo

MADRID 7 jan. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Consultivo da Sociedade Espanhola de Executivos de Saúde (SEDISA), Mariano Guerrero, defendeu a implementação de procedimentos claros integrados aos programas de qualidade das organizações de saúde para garantir um final de vida digno no ambiente hospitalar.

"É essencial garantir o apoio emocional dos pacientes, de suas famílias e da própria equipe de saúde, mesmo em quartos compartilhados. Minha preocupação, como médico e como gestor, é que essas situações continuem dependendo muito da sensibilidade individual do profissional e não de procedimentos claros integrados aos programas de qualidade das organizações de saúde", disse Guerrero.

Nesse contexto, ele fez um apelo aos gerentes de saúde: "Não basta concordar com o que deve ser feito, é necessário que as instituições regulamentem, ordenem e tornem isso possível".

Foi o que ele disse durante uma reunião on-line realizada pelo Conselho Consultivo da Sociedade Espanhola de Gestores de Saúde (SEDISA), dedicada nessa ocasião a como garantir uma boa morte para pacientes hospitalizados, um processo que, como concordam os especialistas, deve ser abordado com profundo respeito, planejamento, humanidade e procedimentos claros para reduzir o sofrimento e garantir a dignidade dos pacientes.

"Falar sobre como garantir uma boa morte para o paciente hospitalizado não é apenas um debate clínico ou ético, mas um desafio inevitável para as organizações de saúde e para aqueles que as lideram. Os gestores de saúde devem refletir sobre o que é feito, o que não é feito e o que deveria ser feito para garantir que o fim da vida no hospital ocorra com dignidade, respeito aos valores do paciente e o maior bem-estar possível", disse Guerrero.

Os palestrantes da reunião argumentaram que os hospitais devem ter protocolos de fim de vida "claros, realistas e humanizadores". "Se somos capazes de protocolizar processos extremamente complexos, como não podemos protocolizar um procedimento básico para acompanhar um paciente moribundo com dignidade?

Por esse motivo, os especialistas pediram padrões de comunicação de más notícias, protocolos para acompanhamento e fim da vida, salas ou espaços que garantam privacidade, coordenação entre serviços para evitar decisões contraditórias, treinamento e consciência emocional para a equipe.

A DIFICULDADE DE MORRER EM UM AMBIENTE COMPARTILHADO

Nesse contexto, o professor de Medicina Legal e especialista em Ética Rafael Pacheco ofereceu uma reflexão introdutória sobre a dimensão humana, cultural e simbólica do fim da vida, lembrando que a morte não é apenas um fato biológico, mas também um elemento estrutural da nossa condição humana: "O fato da morte humanizou a todos nós. Somos humanos desde o momento em que nosso cérebro foi capaz de criar a capacidade de abstração suficiente para saber que vamos morrer".

No contexto hospitalar, ele destacou a dificuldade emocional e organizacional de morrer em um ambiente compartilhado: "Quando um paciente morre, até mesmo o barulho da enfermaria cessa. E há quase um 'sequestro' do cadáver, como se ele tivesse que ser escondido. Isso reflete até que ponto o tabu da morte nos atravessa".

"NÃO EXISTE UMA BOA MORTE: O QUE EXISTE É FAZER AS COISAS BEM, MAL OU REGULARMENTE".

Por sua vez, Juan José Rodríguez, membro da Comissão de Ética e Deontologia da Organización Médica Colegial, fez um discurso sobre o papel dos profissionais nos momentos finais do paciente: "Não acredito que exista uma 'boa morte' ou uma 'boa morte'. Morrer nunca será bom. O que podemos fazer é fazer as coisas bem, mal ou regularmente".

Rodríguez insistiu que o sofrimento é dividido em físico e moral, e que o último é o que mais precisa de mudanças organizacionais. E reforçou o papel central da autonomia nessas questões: "A única maneira de defender nossa própria dignidade profissional é respeitar a dignidade do paciente até o fim. Não podemos permitir que as convicções do médico dominem as decisões do paciente.

Ele também defendeu uma aplicação mais generosa e consistente da sedação paliativa, destacando casos reais em que ela é retirada com base em critérios subjetivos de diferentes profissionais, o que ele descreveu como "negligência médica".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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