Publicado 30/09/2025 12:50

Especialistas pedem maior profissionalização dos gerentes de saúde em face de conflitos e emergências globais

Archivo - Arquivo - Médico consultando um tablet.
TELEFÓNICA EMPRESAS - Arquivo

MADRID 30 set. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Consultivo da Sociedade Espanhola de Gestores de Saúde (SEDISA) realizou uma reunião na qual foi destacada a necessidade de maior profissionalização dos gestores de saúde diante de emergências globais, conflitos armados e crises ambientais.

"Em um contexto complexo e de crescente incerteza, a profissionalização e o treinamento contínuo dos gestores de saúde são condições essenciais para antecipar, gerenciar e superar situações de enorme complexidade, que afetam não apenas a saúde da população, mas também a estabilidade social e econômica dos países", explicou José María Martín-Moreno, professor de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Valência e membro do Conselho Consultivo da SEDISA.

Essa foi a opinião de Martín-Moreno durante sua participação em uma reunião on-line organizada pela SEDISA sob o título "Gestores de saúde diante de emergências, conflitos armados e desastres naturais".

Nesse contexto, o presidente do Conselho Consultivo da SEDISA e professor de Gestão e Planejamento em Saúde da Universidade Católica de Múrcia, Mariano Guerrero Fernández, destacou a importância de consolidar uma liderança preparada e com visão estratégica.

"Os gerentes de saúde e os executivos de saúde desempenham um papel fundamental nessas situações. Seu treinamento e profissionalismo são essenciais para fornecer uma resposta eficaz com a capacidade de transformar a incerteza em oportunidades de melhoria para os sistemas de saúde", disse Guerrero.

Por sua vez, Vicente Ortún, professor de Economia e Negócios da Universidade Pompeu Fabra, apresentou a visão internacional, alertando sobre os riscos que os conflitos armados e as mudanças climáticas representam para a estabilidade global: "Se não pararmos as mudanças climáticas, três bilhões de pessoas estarão em risco. E os conflitos armados podem acabar com toda a nossa humanidade. A cooperação internacional é essencial em um mundo cada vez mais polarizado, onde conflitos como os da Ucrânia, Israel e Taiwan mostram que a paz e a estabilidade climática são bens públicos globais que devemos proteger com urgência.

Ortún enfatiza que a lógica da rivalidade entre potências não pode ser imposta à necessidade de cooperação global, lembrando que a pandemia da COVID-19 destacou a importância de reservas estratégicas e mecanismos de resposta coordenados.

"Devemos nos preparar para outra pandemia, aprendendo com os erros do passado e fortalecendo o papel das Nações Unidas como garantidora da ordem internacional", acrescentou.

Ele insistiu que a democracia deve andar de mãos dadas com a governança de qualidade, o controle da corrupção e o respeito pelos valores dos outros, que são condições essenciais para garantir o bem-estar planetário sustentável.

DO MICRO AO MACRO: A EXPERIÊNCIA EM EMERGÊNCIAS

César Carballo, médico de emergência do Hospital Universitário La Paz e membro da diretoria da Sociedade Espanhola de Medicina de Emergência (SEMES), explicou sua visão de uma perspectiva mais operacional.

"A primeira coisa em um desastre é proteger a área. A experiência da 11M ou da pandemia da COVID-19 nos ensinou que devemos esperar o melhor, mas nos preparar para o pior. É essencial treinar em catástrofes, realizar exercícios e ter uma liderança clara, pois somente com a coesão da equipe é possível dar uma resposta eficaz", explicou.

Sobre esse ponto, Carballo destacou a recente aprovação da especialidade de Medicina de Emergência, que melhorará o treinamento em aspectos fundamentais, como triagem, atendimento em incidentes com múltiplas vítimas e coordenação com serviços de emergência extra-hospitalares.

Nesse sentido, ele enfatiza a necessidade de uma liderança forte em situações de crise: "O papel dos gerentes de saúde é fundamental: eles devem ser corajosos e agir antes que seja tarde demais, pois a prevenção e o planejamento são as melhores armas diante do inesperado".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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