MADRID 25 set. (EUROPA PRESS) -
Profissionais de saúde, representantes políticos e pacientes concordaram com a necessidade de desenvolver uma estratégia abrangente na qual as políticas de vacinação respiratória tenham um foco que vá além das campanhas sazonais, integrando a prevenção aos planos de tratamento de doenças crônicas e às estratégias de envelhecimento ativo.
Foi o que disseram nesta quinta-feira no Senado durante a conferência "Inovação e equidade nas políticas de vacinação em patologia respiratória", uma reunião de trabalho que reuniu representantes parlamentares, funcionários da saúde pública do Ministério da Saúde e de várias comunidades autônomas, profissionais de saúde, pesquisadores em vacinologia e representantes de organizações de pacientes.
A conferência, organizada pela Healthy Numbers, coincidiu com o 50º aniversário do primeiro calendário nacional de vacinação na Espanha. Durante o evento, foi analisado o estado atual das políticas de imunização respiratória e foram debatidas propostas de melhoria a partir de diferentes perspectivas institucionais e técnicas.
Nesse contexto, os participantes reconheceram que as diferenças na cobertura de vacinação refletem desigualdades mais amplas no acesso aos serviços de saúde. Os participantes enfatizaram a necessidade de projetar intervenções específicas para populações com barreiras de acesso.
Em seguida, vários palestrantes destacaram o papel crucial dos profissionais de saúde na recomendação de vacinas e a necessidade de manter atualizados seus conhecimentos sobre novas vacinas e estratégias de comunicação com os pacientes.
Também houve consenso sobre a importância de melhorar a interoperabilidade dos registros de vacinas entre as comunidades autônomas e sua integração com os registros médicos eletrônicos para facilitar o monitoramento e a avaliação do impacto.
Os participantes também apontaram que os gastos com vacinas representam atualmente menos de 0,5% do orçamento total da saúde, uma proporção que eles consideram insuficiente, considerando o retorno econômico e de saúde dos programas de imunização.
PROPOSTAS ESPECÍFICAS
Além disso, foram discutidas propostas, como o desenvolvimento de um plano nacional específico para doenças respiratórias preveníveis por vacinação, com objetivos mensuráveis e mecanismos de avaliação periódica. Da mesma forma, foi defendida a criação de grupos técnicos de trabalho que incluam profissionais da atenção primária, medicina preventiva, pneumologia e pediatria, a fim de otimizar as estratégias de implementação.
Também foi discutido o desenvolvimento de protocolos específicos para a vacinação de pessoas institucionalizadas, com atenção especial aos lares de idosos e centros para deficientes. O projeto de campanhas de comunicação diferenciadas por faixa etária e contexto sociocultural também foi destacado, com a participação de organizações de pacientes em seu desenvolvimento. Por fim, foi defendida a avaliação sistemática do impacto das novas vacinas incorporadas ao calendário por meio de estudos de eficácia na vida real.
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