Publicado 10/09/2025 09:24

Especialistas oferecem recomendações para evitar o contágio após a volta às aulas

María José Lirola, médica e pediatra do Hospital Materno-Infantil Quirónsalud Sevilla, e Andrés Osuna, pediatra do Hospital Quirónsalud Infanta Luisa.
QUIRONSALUD

SEVILLA 10 set. (EUROPA PRESS) -

Especialistas em pediatria das maternidades e hospitais infantis Quirónsalud Sevilha e Quirónsalud Infanta Luisa ofereceram dicas práticas e recomendações médicas para ajudar a prevenir infecções freqüentes por vírus respiratórios ou digestivos e "incentivar uma adaptação emocional saudável nas crianças".

De acordo com uma nota da organização, a prevenção de doenças virais é "especialmente importante para garantir a saúde e o bem-estar de toda a comunidade educacional" desde o início do ano letivo. A organização explicou que a volta às aulas envolve a reunião de centenas de crianças, professores e funcionários da escola em espaços fechados, o que aumenta o risco de transmissão de vírus respiratórios e digestivos.

María José Lirola, médica e pediatra do Hospital Materno-Infantil Quirónsalud Sevilla, destacou que esse aumento de contágios "é potencializado por um contexto de menor exposição a patógenos durante o verão, o que deixa uma imunidade de base mais baixa". Ela acrescentou que, em crianças mais jovens, especialmente aquelas com menos de 5 anos de idade, o sistema imunológico "ainda está se desenvolvendo e é mais difícil para elas manter boas práticas de higiene, o que as torna mais suscetíveis a contrair e disseminar infecções".

Por esse motivo, os especialistas pediram o reforço das medidas de higiene e prevenção tanto no ambiente escolar quanto em casa, a fim de minimizar o contágio. Para isso, eles também insistiram em uma recomendação básica, que é "promover a educação em saúde desde cedo para que as crianças entendam a importância do autocuidado".

Nesse sentido, o Dr. Lirola destacou como "principal método" a lavagem frequente das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, especialmente antes de comer, depois de ir ao banheiro e depois de assoar o nariz ou tossir, "pois foi demonstrado que isso pode reduzir os casos de infecções gastrointestinais em 31% e infecções respiratórias em 21%".

Além disso, o cumprimento dos cronogramas oficiais de vacinação e imunização, que protegem contra um grande número de doenças infecciosas comuns na infância, torna todas as medidas preventivas mais eficazes.

Apesar de tudo isso, se uma criança adoecer, a Dra. Lirola ressaltou que o principal objetivo é "proteger a criança e evitar que ela infecte outras pessoas", por isso ela recomendou evitar a escola em caso de febre, tosse persistente ou dificuldade para respirar, dor de garganta grave, diarreia persistente ou vômito nas últimas 24 horas, erupções cutâneas suspeitas ou falta de apetite. "Embora alguns sintomas possam ser leves, se forem recentes e acompanhados de mal-estar geral, é aconselhável monitorar o progresso em casa", concluiu.

A IMPORTÂNCIA DAS ROTINAS E DO APOIO FAMILIAR

"O retorno à escola é um processo positivo para o desenvolvimento pessoal, a aprendizagem e a socialização da criança, embora envolva novos desafios e processos de adaptação", disse o pediatra do Hospital Quirónsalud Infanta Luisa, Andrés Osuna, que afirmou que a estruturação do tempo e a incorporação à rotina "são essenciais para o crescimento pessoal da criança e sua preparação para a vida adulta".

Ele também enfatizou que envolver as crianças no processo, como, por exemplo, selecionar juntos os horários das aulas, deixá-las escolher seu material e atividades extracurriculares, entre outros, "não só favorece a adaptação, mas também ajuda a incentivar a responsabilidade da criança".

De acordo com a organização, algumas crianças internalizam o retorno à escola como uma perda de liberdade e de tempo para brincar, e os novos desafios das novas etapas educacionais podem gerar ansiedade. Isso é exacerbado se houver uma mudança de escola ou de grupo de colegas e, no caso das crianças mais novas, o que é conhecido como ansiedade de separação dos pais.

"Esses processos logicamente produzem muitas emoções nas crianças, que podem se sentir tristes ou assustadas, mas, em geral, elas veem o novo ano escolar com entusiasmo e alegria, portanto, criar uma atmosfera favorável e de apoio em casa em relação à escola e seus benefícios é fundamental para que a criança enfrente essa fase com sucesso", destacou o pediatra.

Além de tudo isso, o Dr. Osuna detalhou uma última preocupação compartilhada por pediatras e pais, que é o peso excessivo que as crianças às vezes carregam em suas mochilas escolares. A esse respeito, ele considerou importante sugerir que a escola leve apenas os itens necessários para cada dia ou que tenha locais onde eles possam armazenar parte de seus suprimentos sem precisar carregá-los diariamente.

Aconselhou também que as atividades extracurriculares "não devem ser uma continuação das atividades formais da sala de aula, sendo o esporte e a arte os mais recomendáveis", pois o esporte tem múltiplos benefícios para o desenvolvimento músculo-esquelético e psicomotor, o trabalho em equipe, a motivação para a realização, além de melhorar a capacidade cardiovascular e respiratória da criança, entre outros; e, ao mesmo tempo, as atividades de lazer e artísticas complementam o desenvolvimento da criança.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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