Publicado 25/09/2025 12:55

Especialistas em sarcoma de Ewing destacam os desafios de sua abordagem agressiva e de baixa incidência

Especialistas em sarcoma de Ewing destacam os desafios de sua abordagem agressiva e de baixa incidência
ANTONIO J ESPINOSA VÁZQUEZ

MADRID 25 set. (EUROPA PRESS) -

Mais de 200 pesquisadores e representantes de associações de pacientes com sarcoma de Ewing de 16 países destacaram os desafios existentes no combate à doença, tanto por sua agressividade e baixa incidência quanto pela complexidade do tratamento, em um simpósio internacional organizado pela Fundação PharmaMar.

Durante a reunião, foi enfatizado que a baixa incidência (três casos por ano por milhão de habitantes) dificulta a pesquisa e a alocação de recursos, mas que é uma prioridade porque ocorre principalmente em crianças e adolescentes, afetando seus ossos e tecidos moles.

"Para entender como abordar terapias eficazes para tratar doenças, é muito importante saber em nível molecular o que acontece nas células dos pacientes, e é por isso que a Fundação PharmaMar reuniu os principais especialistas em sarcoma de Ewing dos Estados Unidos e da Europa para este simpósio", disse José María Fernández Sousa-Faro, presidente da Fundação PharmaMar.

O Dr. Patrick Grohar, pesquisador do Roger Cancer Center da Universidade de Michigan (Estados Unidos), explicou que ainda não se sabe por que esse tumor afeta particularmente a população pediátrica, embora ele tenha apontado a possibilidade de que, por ser um período de "enorme crescimento", ele facilite a formação de tumores e tolere mutações celulares que não seriam viáveis em outras circunstâncias.

Enrique de Álava, médico do Hospital Universitário Virgen del Rocío, em Sevilha, disse que os estudos mais recentes apontam para mecanismos-chave no desenvolvimento do tumor, o que abre a porta para novos alvos terapêuticos.

"O sarcoma de Ewing é caracterizado por uma alteração genética muito específica: a fusão dos genes EWSR1 e FLI1. Entender como essa proteína de fusão funciona está nos permitindo descobrir vulnerabilidades do tumor, como o fato de ele se tornar mais sensível a determinados medicamentos inibidores, ou encontrar biomarcadores preditivos para orientar a abordagem", acrescentou.

A conferência também serviu para destacar o "grande progresso" feito nos últimos 40 anos, como explicou Gregory Cote, médico do Mass General Hospital Cancer Center (Estados Unidos), que reconheceu que "o teto foi atingido" em alguns aspectos.

O especialista explicou que a combinação de estratégias terapêuticas permitiu alcançar taxas de sobrevivência de até 70% em crianças e adultos jovens com doença localizada, e cerca de 60% em pacientes com mais de 20 anos.

"No entanto, o progresso além desses números estagnou, e a sobrevivência em pacientes com doença metastática continua muito baixa", disse Cote.

Na mesma linha, o Dr. Javier Martín Broto, do Instituto de Pesquisa em Saúde da Fundación Jiménez Díaz, afirmou que o sarcoma de Ewing requer cuidados "altamente especializados" e que o desafio "começa no diagnóstico", momento em que o paciente deve ir a centros com experiência em sarcomas e continuar seu tratamento nas mãos de equipes multidisciplinares com experiência comprovada.

"Hoje temos um padrão terapêutico que permite bons resultados em uma proporção significativa de pacientes, mas ainda há entre 35 e 40% que não conseguem superar a doença. É por isso que é fundamental continuar pesquisando, explorando novas moléculas e estratégias e promovendo ensaios clínicos internacionais", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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