MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -
Os chefes do Serviço de Cirurgia Oral e Maxilofacial do Hospital Universitário La Luz, os médicos Pedro Losa e Jorge Guiñales, destacaram que o planejamento digital em 3D e a cirurgia guiada permitem tratar casos complexos de implantes maxilofaciais em uma única intervenção cirúrgica.
Assim, explicaram que essa abordagem, aplicada no Hospital Universitário La Luz, combina tecnologia avançada, anestesia especializada e um trabalho multidisciplinar que possibilita realizar reconstrução óssea e implantes na mesma cirurgia, aumentando a precisão do procedimento e reduzindo o impacto para o paciente.
"A principal vantagem da sala de cirurgia hospitalar é o controle absoluto do ambiente. A monitorização anestésica completa, o ambiente estéril e o suporte hospitalar imediato nos permitem realizar reconstrução óssea e implantes na mesma intervenção, aumentando a previsibilidade clínica e reduzindo complicações”, destacou Losa.
Além disso, por ser realizado sob anestesia geral, o procedimento é mais confortável para o paciente. “Eliminamos o estresse associado ao tratamento odontológico convencional, já que o paciente não percebe ruídos, vibrações nem sensações incômodas próprias da cadeira odontológica”, acrescenta o especialista.
Nessa linha, ele afirma que esse modelo é especialmente útil em situações como atrofias ósseas graves, grandes perdas ósseas após extrações antigas, falhas anteriores de implantes, sequelas traumáticas ou anatomias complexas com comprometimento sinusal. Nesses casos, observa ele, a possibilidade de reconstruir o osso e colocar os implantes na mesma cirurgia melhora a previsibilidade clínica e evita múltiplos procedimentos cirúrgicos.
Os especialistas destacam que o planejamento digital prévio constitui um dos pilares do procedimento. A partir de estudos radiológicos tridimensionais, a equipe médica trabalha em conjunto com engenheiros biomédicos para projetar guias cirúrgicas personalizadas, bem como placas, próteses e parafusos adaptados à anatomia do paciente.
“A tecnologia nos permite unificar o trabalho médico e o de engenharia antes de entrarmos na sala de cirurgia. Dessa forma, projetamos cada etapa da intervenção com antecedência, o que aumenta a precisão cirúrgica e reduz a improvisação intraoperatória”, explica Guiñales.
MODELO MULTIDISCIPLINAR
A abordagem também se baseia em um modelo hospitalar multidisciplinar no qual participam especialistas em Cirurgia Oral e Maxilofacial, Anestesiologia, Radiodiagnóstico e enfermagem especializada. Dependendo de cada caso, o tratamento pode integrar ainda ortodontistas, protesistas, periodontistas ou odontopediatras, com o objetivo de oferecer uma solução integral adaptada às necessidades de cada paciente.
“A complexidade de muitos casos exige uma visão global. Por isso, avaliamos os pacientes de forma conjunta e elaboramos um plano terapêutico que integre todas as áreas envolvidas”, acrescentam os especialistas.
Nesse sentido, indicam que concentrar o tratamento em uma única intervenção também traz benefícios para a recuperação, pois implica um único pós-operatório, menor impacto biológico acumulado e menos interrupções na vida pessoal e profissional.
Além disso, o controle anestésico e a medicação intravenosa durante a cirurgia contribuem para reduzir a inflamação e os sintomas posteriores. “Hoje dispomos de ferramentas diagnósticas e cirúrgicas que não existiam há alguns anos. Com uma avaliação rigorosa, um planejamento detalhado e um ambiente hospitalar seguro, nosso objetivo é devolver a função e a qualidade de vida aos pacientes com estabilidade a longo prazo”, concluem os médicos Losa e Guiñales.
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